Agora é Dilma pela Constituinte da Reforma Política!

Todos juntos no 2º turno

É num grave momento da situação do Brasil que ocorre, em Brasília, a oportuna reunião dos movimentos sociais que assumiram a responsabilidade de organizar o Plebiscito Popular por uma Constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político.

Com seus 7,7 milhões de votantes, o Plebiscito Popular apontou o caminho da luta pela verdadeira democracia como uma alavanca para destravar as reformas urgentes que o Brasil necessita: reforma agrária, urbana e tributária, reestatizar o que foi privatizado, desmilitarizar as polícias e acabar com a ditadura da dívida que sangra os recursos que deveriam ir para o serviço público.

O Diálogo e Ação Petista (DAP) ocupou plenamente seu lugar nesse processo. Desde o começo, os militantes agrupados no DAP, junto com os seus candidatos, estiveram em todas as plenárias, nas ruas e nas urnas de quase todo o Brasil dando sua contribuição ao sucesso do Plebiscito.

Apoiado nesse trabalho e no combate que ainda estamos travando neste segundo turno, o DAP promove um Encontro Nacional em 29 e 30 de novembro, em Brasília, aberto a todos aqueles que no PT se envolveram com o Plebiscito na campanha eleitoral e que continuam na luta.

O objetivo do Encontro é analisar o resultado das eleições e a situação política, com destaque para a continuidade da luta pela Constituinte, num quadro de aguda polarização social, em que o êxito do Plebiscito Popular implica a mais firme defesa da única saída compatível com a democracia: dar a palavra ao povo, numa constituinte exclusiva e soberana para fazer a reforma política.

De fato, o primeiro turno eleitoral confirmou de maneira inequívoca que “Com esse Congresso não dá!”. Em vez de diminuir, aumentou o fosso entre o povo e as instituições, revelado à luz do dia pelas jornadas de junho de 2013.

Uma parte dos resultados do 1o turno se explica pela falta de combate ao violento ataque da AP 470, que condenou sem provas os dirigentes do PT para manter funcionando esse sistema político. E também pelas alianças esdrúxulas que se verificaram em nível nacional e local.

A consequência está aí: nesse “novo” Congresso apenas 30 empresas bancaram 63% dos deputados. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) é o congresso “mais conservador desde 1964”: mais 27% de empresários, mais 23% de ruralistas e menos 44% de sindicalistas!

Agir como o PT agia

A ferocidade com que as classes dominantes se lançam à ofensiva para desalojar Dilma da Presidência da República revelam, antes de mais nada, que o imperialismo decidiu partir para uma despudorada ofensiva para retomar as posições que havia perdido no Brasil.

A afirmação de que “o salário-mínimo cresceu muito” – feita por Armínio Fraga, ministeriável de Aécio – ao lado da defesa do “choque fiscal” constitui todo um programa: arrocho salarial, ataque aos direitos trabalhistas em nome da “competitividade”, destruição dos serviços públicos, aumento do superavit primário para alimentar a especulação financeira, privatizações, alienação das riquezas naturais – como o pré-sal – para as multinacionais.

Não deve surpreender que esse programa de ataque em regra aos direitos sociais e à soberania da nação venha embrulhado em manipuladas denúncias de corrupção na Petrobras.

É assim que eles pretendem confundir a classe trabalhadora enquanto bloqueiam todo combate à corrupção, que exige, na verdade, a ampla reforma do sistema político por meio da Constituinte, como a campanha do Plebiscito Popular colocou na ordem do dia.

É da maior importância o momento de entrega dos resultados do Plebiscito à Presidente Dilma.

Contra a velha política, nós temos a resposta: Dilma, assuma a Constituinte!

É com esse espírito que convidamos todos a “AGIR COMO O PT AGIA” também agora no 2º turno. Todo trabalhador e trabalhadora conscientes, todo militante da luta dos trabalhadores, popular e democrática, todo militante socialista, tem a tarefa de dialogar com a população trabalhadora.

Com os que não votaram, com os que votaram em qualquer partido, temos que nos unir para derrotar Aécio e nossos inimigos de classe, votando em Dilma.

Só alcançará novas conquistas quem luta para preservar as antigas!

Nenhuma abstenção, nenhum voto branco ou nulo! Nenhum voto Aécio!

TODOS JUNTOS: DILMA 13, pela Constituinte da Reforma Política!