Ataque à flotilha humanitária: a barbárie sionista nua e crua

Em 18 de maio, forças israelenses interceptaram, uma vez mais, uma flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza.  Como a interceptação do final de abril, esta ocorre em águas internacionais, próximas ao Chipre.

Ações ilegais, criminosas e bárbaras que aprofundam-se.

A flotilha contava com 426 ativistas de 39 países, entre eles ativistas brasileiros.

Os relatos dos membros da flotilha sobre o tratamento bárbaro de que foram vítimas, são estarrecedores.

O próprio Ben Gvir (ministro da Segurança do governo israelense), publicou um vídeo, como quem ejacula-se da ação criminosa. Vídeo e testemunhos dos membros da flotilha, expressão nua e crua da barbárie perpetrada por Netanyahu que revolta e indigna povos em todo mundo, incluindo judeus que se recusam a serem cúmplices do sionismo assassino. A ação criminosa contra os membros da flotilha não é produto de uma decisão isolada do ministro de extrema direita. Com o que foi feito com os ativistas da flotilha podemos imaginar as atrocidades contra os 10 mil prisioneiros palestinos nas masmorras israelenses, sem registro e sem direito a testemunho.

Os ativistas foram espancados, agredidos sexualmente e humilhados. A postagem do vídeo por Ben Gvir foi criticada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros,não o conteúdo que ele revela, mas porque sua divulgação anula os “imensos e profissionais esforços” para reconstruir a imagem de Israel no mundo!

Parênteses: No Brasil conhecemos bem estes “esforços profissionais”. Vem do loby sionista, alojado principalmente na Conib (Confederação Israelita do Brasil) que com acusaçoes e ações na justiça,  buscam incriminar a solidariedade ao povo palestino como antissemitismo.

Com ou sem vídeo, a realidade se escancara.

O jornal israelene Haaretz, crítico ao governo de Netanyahu e à ofensiva contra Gaza, e seria uma aberração denominar de antissemita, escreve: “a tempestade internacional causada pelos vídeos publicados pelo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, nos quais ele humilha alegremente os militantes da Flotilha Global Sumud, trouxe à tona uma triste realidade sobre o discurso israelense,tanto oficial quanto midiático”.

Na verdade, cada vez mais o que vem à tona é a política sionista que conta com as mãos estendidas do imperialismo. Desde outubro de 2023 com a intensificação da operação genocida em Gaza, palestinos e árabes – não os  xeiques – vivem num inferno que nem Dante conseguiria descrever. Trump ataca o Irã e Netanyahu, há alguns dias disse que pediu para   “acelerar, intesificar os golpes” contra o Líbano. Hoje (29 de maio) o governo israelense anuncia que suas forças cruzaram o rio Litani, que separa o sul do Líbano (região onde Israel pretende criar uma “nova zona de segurança”) do resto do território do  país. “Também estamos a levar a cabo operações em Beirute, no vale de Bekaa [na zona oriental] e em toda a frente, onde estamos a atingir o Hezbollah com toda a força”, disse Netanyahu.

Desde o início da ofensiva (de  março) no Líbano, até 25 de maio 3184 libaneses foram mortos. Mulheres e crianças assassinadas em nome do combate ao terrorismo!

O governo Trump, assanhado para denominar facções do crime organizado como terroristas (anunciou ontem em relação ao PCC e CV no Brasil) em território latino americano, para facilitar a ingerência dos EUA contra a soberania de países do continente, é que financia e apoia politicamente, uma organização criminosa, e aí sim terrorista, que é o Estado Sionista de Israel.

O governo Lula condenou e denunciou as ações do governo israelense. Certo!  Da denúncia aos atos: romper relações com Israel, um “estado persona non grata para a humanidade”.

Misa Boito, Comitê Nacional do DAP

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