Diálogo Petista 84

Plenária Nacional

30 de novembro e 1º de dezembro

em São Paulo

Numa iniciativa conjunta da Coordenação nacional do Diálogo Petista e de encabeçadores das chapas “Constituinte Por Terra, Trabalho e Soberania” que disputam o Processo de Eleições Diretas no PT, prepara-se uma plenária nacional para avaliar “a situação política e o momento pós-PED e adotar pontos comuns urgentes na discussão interna, assim como propostas para a luta dos trabalhadores e do povo”, como diz a convocatória que publicamos abaixo.

Nesta página também, uma primeira contribuição à discussão dessa plenária e uma entrevista com a companheira Zenilda Lima, candidata a presidente do PT no Recife.


Companheiros e companheiras do PT

CONSIDERANDO a importância da luta pela Constituinte para fazer a reforma política – que o Congresso não fará -, e ajudar a abrir uma saída política para as aspirações represadas de justiça social e soberania nacional do povo Trabalhador;

CONSIDERANDO a necessidade, pautada nas manifestações de junho puxadas pela juventude, de destinar o dinheiro do Orçamento para o Transporte, a Saúde e Educação, e não para o Superávit Fiscal Primário, parando-se também com as Concessões, privatizações e leilões de petróleo;

CONSIDERANDO a necessidade de afirmar as candidaturas próprias do PT em 2014, em particular, rompendo o “acordo nacional com o PMDB” de Sarney, Renan, Cabral, Barbalho e outros, que desfiguram o partido;

CONSIDERANDO, por fim, a forte inquietação dos petistas aparecida nos debates que ressalta a urgência de uma reforma política no próprio PT, começando por acabar com o mecanismo deformador do PED (processo de eleição direta), com a volta aos Encontros de delegados de base para deliberar plataforma e eleger direção.

Nós, após breve consulta, propomos a todos os companheiros e companheiras petistas interessados, delegados ou não ao 5º Congresso do PT (12, 13, 14 de dezembro), uma PLENÁRIA NACIONAL para os próximos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, em SP, para avaliarmos a situação política e o momento pós-PED, e adotarmos pontos comuns urgentes na discussão interna, assim como propostas para a luta dos trabalhadores e do povo. Propomos ainda aos aderentes do Diálogo Petista assim como às chapas “Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania”, aos grupos engajados na campanha e outros interessados, que enviem contribuições ou propostas à Plenária.

21 de outubro de 2013

Coordenação Nacional do Dialogo Petista e candidatos a presidente das chapas “Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania”

Nacional: Markus Sokol;
Estaduais: Roberto Salomão (PR), Laércio Barbosa (RS), Rene Muraro (SC), Misa Boito (SP), Betão (MG), Rafael Budha (RJ), Oton Pereira Neves (DF), Inácio Pinheiro Lima (GO), Robinson Ciréia (MT), Lourival Lopes (BA), Edmilson Menezes (PE), Professor Luizinho (AL) e Eudes Baima (CE);
Municipais (primeiras adesões): Zenilda Lima (Recife, PE), Roberto Sobrinho (Jaboatão dos Guararapes, PE).


Contribuição vinda do Paraná para a Plenária

Reproduzimos abaixo o texto enviado por companheiros paranaenses como contribuição ao debate que será feito na Plenária nacional de 30 de novembro. Esta página está aberta a novas contribuições dos aderentes do Diálogo Petista e das chapas “Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania” que disputam o PED.

Para um roteiro de discussão:  A título de roteiro de discussão, algumas ideias de esboço a seguir, para os participantes, convocados e convidados As manifestações de junho e julho revelaram o distanciamento agudo das direções burocratizadas do Partido do cenário de aprofundamento das contradições sociais.

O palco em que se desenvolve o PED 2013 traz ao cenário inúmeras perguntas cujas respostas são inadiáveis:

– Quais são as reais diferenças, hoje, entre o nosso Partido e os demais, entre o PED e os processos eleitorais em geral?
 
– Partido de Massas é aquele que contabiliza filiados ou aquele cuja militância deve necessariamente estar enraizada e à frente dos movimentos sociais?
 
– Por que a parcela majoritária das direções do Partido abandonou, em pleno processo eleitoral interno, a proposta de convocação de uma Constituinte para a Reforma Política, e mesmo a de realização de um Plebiscito para efetivá-la?
 
– As conquistas sociais concretizadas durante os dez anos de governo encabeçado pelo PT são suficientes para suprir as necessidades do povo, ou apontam para o esgotamento dos limites de um projeto governamental suportado pelos donos do poder?
 
– O programa “Mais Médicos” remove os obstáculos para a prestação de serviços públicos dignos na área de saúde?
 
– A questão das moradias populares deve ser enfrentada como uma questão social ou bancária?
 
– Quais são as consequências materiais de nossas alianças com a Direção Nacional do PMDB?
 
– Alianças como estas contribuem para algum avanço no campo das transformações sociais ou apenas as emperram?
 
– É em nome do pragmatismo eleitoral que fomos forçados a retomar o desastroso ciclo das privatizações?
 
– Por que promover o leilão de nossas riquezas naturais?
 
– Quais soluções são possíveis para superar as profundas deficiências dos serviços públicos no terreno da saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, sem rompimento com a política de superávit primário e de conivência estatal com sonegação tributária das grandes corporações financeiras, comerciais e industriais e do agronegócio?
 

Estas e inúmeras outras perguntas não podem ser dissolvidas no ar.

É o que a atual conjuntura nos propõe e não mais admite o silêncio como resposta. Por isso, e para um balanço geral do PED como um todo, e especialmente do PED 2013, vamos ao debate na Plenária nacional.


Onda renovadora das energias

Esta página ouviu a companheira Zenilda Lima, candidata pela chapa “Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania” a presidente do PT no Recife.

FotoDP84

Diálogo Petista– Em sua opinião, como a Plenária Nacional que você convoca ao lado de outros companheiros e companheiras pode ajudar nos problemas que o partido e o país enfrentam?

Zenilda– A Plenária Nacional acena para o processo contínuo e imediato de nossa militância. Sem deixar arrefecer a ebulição que o PED causará até o seu final, será como o combustível para a imediata entrada na campanha de 2014. Onde temos que enfatizar a crucialidade em focar a Constituinte, mote de nossa chapa, alargando o debate pós PED, até atingir demais militantes como uma onda renovadora das energias estagnadas da militância do partido.

DP – Como você avalia a situação do PT em Pernambuco?

Zenilda– Insustentável. Desde o seu princípio a relação PT/PSB tinha prazo de validade vencido. A postura do governador Eduardo Campos ao longo de seu mandato deu o recado ao minimizar os valiosos e inúmeros apoios do governo federal ao estado, em contraposição à insignificante coparticipação do governo estadual. Insustentável duplamente pela participação de cunho dependente de petistas em cargos no governo estadual.