Quem somos nós

Esta publicação é de responsabilidade do Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista (DAP).

O DAP é um agrupamento que na plenária de 20 de dezembro de 2020 reuniu mais de 414 petistas (por meio virtual, previamente cadastrados) de 20 Estados, apoiados em mais de 70 grupos de base.

Nossa origem remonta a um Encontro Nacional em 15 de novembro de 2008, ainda a época do governo Lula, na sede nacional do PT, com 83 militantes de 13 Estados, de diversas origens e trajetórias no partido:

“Queremos um governo petista que faça o que um governo petista deve fazer para nos livrar da política imperialista. Nesta hora em que uma grave crise se precipita, nós decidimos nos manter agrupados. Constituímos um meio de ligação entre nós e os componentes das Mesas do encontro, um Fórum de Diálogo Petista. Agrupamo-nos para desenvolver a luta com as organizações construídas pelos trabalhadores: – Sim, é hora de mudar de política para proteger a nação e os trabalhadores!”.

Cinco anos depois, após os acontecimentos de junho e julho de 2013, um novo Encontro Nacional decidiu, sob o lema de “agir como o PT agia”, constituir-se em Diálogo e Ação Petista, estruturando-se em grupos de base no terreno do Partido dos Trabalhadores.

Em 2016, logo após o golpe do impeachment, já no processo de preparação do 6º Congresso do PT, em novo Encontro Nacional, o DAP fez um chamado todos e todas petistas que reconhecem o partido como a principal conquista histórica da classe trabalhadora, dispostos à tarefa urgente de sua reconstrução:

“Somos incondicionais na defesa do PT contra o ataque dos nossos inimigos. Mas não deve haver dúvida, também, que esta ofensiva prosperou num terreno de afastamento do PT de suas tradições e da sua base social. É preciso reconhecer os erros, reorientar a política para reconstruir e fortalecer o PT, o único partido que pode fazer frente à avassaladora regressão social, econômica e política que os golpistas tentam impor”.

Entre os “pontos urgentes” destacados, há vários que seguem atuais cinco anos depois:

“Nenhum Direito a Menos, reaproximando nessa luta o partido da base sindical e popular, sua espinha dorsal, confrontada à destruição das garantias nacionais, como a entrega do Pré-Sal, e dos direitos sociais e trabalhistas (como a PEC 55, o ataque à Previdência e a flexibilização da CLT) pelo governo golpista;

Chega de Conciliação, superando as contradições de 13 anos de governo onde, apesar de algumas conquistas importantes, optou-se pela adaptação às instituições herdadas sem mexer nas estruturas, buscando a governabilidade numa política de alianças equivocada – simbolizada no “acordo nacional com o PMDB” – que criou a cobra que nos deu o bote, quando os interesses golpistas se articularam;

Não participar de governo com golpista, pois o PT não pode agora governar com os partidos que apoiaram golpe e aplicam uma política de ajuste brutal contra o interesse popular e nacional;

Constituinte pelas reformas populares, o que começa pela reforma política que libere o país das instituições corruptas, abrindo caminho para a reforma agrária, tributária, do Judiciário, da mídia, as reestatizações e o fim do superávit primário. É preciso enfrentar a estrutura elitista e antidemocrática do Congresso Nacional dominado pelas oligarquias, o Judiciário golpista que persegue o PT e se pretende poder soberano num estado de exceção. Nosso partido nasceu para mudar as atuais instituições e não para ser mudado por elas.

Fim do PED, para retomar a força do partido construído de baixo para cima, como partido das grandes massas trabalhadoras, baseado numa militância que discutia, decidia e se engajava nas lutas das fábricas, dos bairros, do campo e das escolas, levando o PT e trazendo, com sua participação ativa no partido, os anseios daqueles que nascemos para representar. Volta dos encontros de base com discussão e decisão!”

No último dia 5 de fevereiro de 2021, o Comitê Nacional do DAP dirigiu uma Carta Aos Petistas indagando “Onde está a Oposição neste país?” (Ver abaixo):

“É muito grave a situação criada na disputa equivocada em que a direção do PT se meteu nas mesas da Câmara de Deputados e do Senado Federal. Apoiando figuras como Baleia (MDB) e Pacheco (DEM), o PT como partido de Oposição sumiu do cenário. E no episódio da disputa da 2ª secretaria da mesa da Câmara com três candidatos do partido pelo bloco de Rodrigo Maia (DEM), a bancada do PT se esboroou apresentando uma imagem lamentável!

É urgente mudar o rumo que conduz ao abismo e reorientar o partido. Chega de correr atrás da fantasia do ‘centro democrático’. Chega de buscar a conciliação subordinada com golpistas e apoiadores das contrarreformas de Temer e Bolsonaro. Chega de políticas que ameaçam destruir o partido.

Se o PT insistir em não ocupar seu lugar de Oposição, vai deixar de ser referência para amplos setores populares e, nestas condições, deixar órfãos de representação setores organizados da classe trabalhadora. O PT não precisa ter o mesmo triste destino de outros partidos de esquerda no mundo.

Pacientemente, nas instâncias do partido, o DAP defendeu Candidaturas de Oposição nas duas casas, Democráticas e Antiimperialistas, o que era o único caminho. Agora chega: a linha atual de subordinação divide o PT, como fragmentou de maneira inédita a bancada na Câmara.

No 41º Aniversário do PT, nos dirigimos através desta carta a todos os petistas para agir como o PT agia, e da nossa parte nos dispomos, desde já, a agir como o PT agia na luta por:

  • Vacinas para todos pelo SUS, com Testagem em massa!
  • Nenhuma demissão na Ford e no Banco do Brasil!
  • Auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia!
  • Plenos direitos políticos para Lula!
  • Fim do governo Bolsonaro!”

Junte-se à nós!


Alguns documentos e vídeos do DAP: