Em 13 estados, o avanço do Diálogo e Ação Petista

O Diálogo e Ação Petista registrou um considerável avanço político e organizativo no decorrer dos últimos três meses, a partir da realização do Ato Nacional pela Constituinte e do Encontro Nacional de início de maio. Reunido em São Paulo no último dia 8, o Comitê Nacional do DAP contabilizou 38 reuniões de grupos de base, com a participação de 418 petistas, em 13 estados.

É verdade que em alguns estados este processo se encontra mais atrasado, mas é digno de nota que tenha aumentado o número de reuniões em cidades do interior, bairros de capitais e algumas categorias profissionais. Isso tende a dar maior amplitude e organicidade ao DAP.

Com base nas propostas aprovadas no Encontro Nacional, as reuniões de base, de maneira geral, resultaram em várias propostas de ação- “agir como o PT agia”-, em particular na organização do Plebiscito Popular da Constituinte, mas também em questões locais, de defesa da candidatura própria do PT, ou relativas à luta de classe direta, como a moção contra as demissões na Yasaki (Bahia).

O avanço na organização do DAP é uma necessidade cada vez maior no quadro de uma conjuntura política de aprofundamento das pressões do imperialismo, em especial sobre a Argentina, mas que também se expressam aqui, apesar das concessões feitas e já consideradas insuficientes. O impacto sobre a campanha eleitoral do PT tem-se dado tanto na queda das doações empresariais ao partido como no comportamento dúplice do PMDB, “aliado nacional” que, porém, disputa com o PT na maior parte dos estados (75% do eleitorado). Mesmo sendo contrários tanto ao financiamento empresarial quanto a esta política de aliança, não podemos deixar de entender o significado desses fatos.

A intensificação do combate do Diálogo e Ação Petista é uma necessidade para ajudar o PT e os trabalhadores a enfrentar essa situação. E, dentro desse combate, a campanha do Plebiscito Popular da Constituinte ganha enorme dimensão. Trata-se de abrir a via da reforma política e de outras mudanças sociais e econômicas que as ruas de junho de 2013 sinalizaram.

Uma delegação do Comitê Nacional (Júlio, Vera, Sokol e Salomão) participou da Plenária Nacional da Campanha do Plebiscito, realizada no dia 9 em Cajamar-SP. Entre as propostas que levamos, destaca-se a de entregar os resultados do plebiscito à presidente Dilma, candidata à reeleição, tanto para o avanço da proposta (lançada por ela em 2103), quanto para o próprio êxito da candidatura.

Aberta à mais ampla unidade, a campanha do Plebiscito Popular (que visa dar a palavra ao povo como agente das mudanças) não deve se confundir com iniciativas como o abaixo-assinado da Coalizão Democrática (OAB-CNBB-PCdoB etc.), que judicializa a política e não prevê nem plebiscito nem Constituinte, remetendo tudo ao atual Congresso, como se este fosse capaz de qualquer re3forma digna deste nome.

O Comitê Nacional recomenda aos candidatos apoiados pelo DAP e aos candidatos do PT em geral que seus comitê se transformem, de 1 a 7 de setembro, em comitês do Plebiscito e que providenciem urnas volantes, com as cédulas e atas do Plebiscito Popular.

A Constituinte é o centro da batalha política do ano. Essa luta não termina no Plebiscito, atravessa a campanha de Dilma e vai além.

Novo Encontro Nacional em novembro

O Comitê Nacional propõe um novo Encontro Nacional do Diálogo e Ação Petista para 29 e 30 de novembro (em Brasília ou São Paulo). Começamos uma discussão sobre a possibilidade de ser um encontro aberto à participação de todos que no PT, junto conosco, coordenaram a luta pela Constituinte.

Mas, antes disso, os grupos de base já existentes devem voltar a se reunir, bem como devem ser formados outros. Levando-se em conta o Plebiscito Popular e a campanha Eleitoral, talvez o melhor momento para essas reuniões seja logo após o 1º turno.

O Comitê Nacional do DAP voltará a se reunir no dia 8 de novembro, logo após as eleições (se houver 2º turno), para uma avaliação do quadro político-eleitoral e outras iniciativas.