Em todo o país, manifestações pela Constituinte da Reforma Política

O Dia Nacional do Plebiscito pela Constituinte da Reforma Política, 12 de agosto, foi marcado por atos, panfletagens e debates em praticamente todos os estados do país. As atividades comprovaram a necessidade de ir às ruas, debater com o povo a urgência de se fazer a reforma política e outras reformas vitais para o país. A proposta de uma Constituinte Exclusiva e Soberana que faça a reforma política encontra grande receptividade entre os trabalhadores e a juventude. No entanto, é grande a desinformação. Daí, a importância do Dia Nacional e de outras atividades divulgando o Plebiscito, que devem se repetir, para que se formem os comitês e se consiga milhões de votos na consulta de 1 a 7 de setembro.

A participação dos grupos de base do Diálogo e Ação Petista foi muito importante, em vários casos decisiva. Constatou-se que, geralmente, os candidatos do PT estão tão envolvidos em suas próprias campanhas que deixam de lado uma campanha vital para o partido como a da Constituinte pela reforma política. Relativamente poucos candidatos participaram das manifestações.

Em São Paulo, cerca de 1.500 pessoas participaram do ato da Praça Ramos, convocado pela CUT e movimentos sociais, cujo manifesto, aprovado na Plenária Nacional da CUT, foi lido no encerramento do ato. O manifesto, aliás, foi lido e distribuído em muitas cidades (veja a íntegra do manifesto). Destaque também para a faixa “Dilma, não hesite, convoque a Constituinte”. Vários comitês do Plebiscito na capital paulista e região metropolitana também fizeram panfletagens, como os de Perus, Butantã, Avenida Paulista, Interlados/Jabaquara, Vila Maria, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Mauá, São Mateus, Zona Norte, Freguesia do Ó, Pirituba, Campo Limpo, Centro e Servidores Municipais. No interior e litoral, houve panfletagens em Santos, Guarujá, São Carlos, Ribeirão Preto e Araraquara, entre outras cidades.

No Ceará, houve divulgação do plebiscito em programa de rádio de Russas, além de panfletagem. Num comitê de bairro de Fortaleza, um debate sobre a reforma política realçou a questão da juventude, ameaçada pelo tráfico de drogas e pela repressão policial. Em outros bairros também houve debates e os servidores municipais criaram o seu comitê pelo plebiscito. Em João Pessoa (Paraíba), a panfletagem na UFPB comprovou a receptividade da comunidade.

Em Salvador, foram realizados debates, panfletagens e colagem de cartazes na UFBA, escolas e vários bairros, e as atividades continuaram nos dias seguintes. Em vários locais de Recife e municípios da região metropolitana também ocorreram panfletagens. Foi feita uma concentração em frente à Câmara dos Vereadores,seguida de passeata, com carro de som e faixas, com 300 pessoas percorrendo as ruas do centro, distribuindo panfletos e terminando com um Ato público. Também houve panfletagem em vários pontos de Maceió.

No Paraná, o presidente estadual do PT, deputado Enio Verri, defendeu na Assembleia Legislativa a Constituinte, afirmando que o Congresso a ser eleito em outubro será incapaz de fazer a reforma política. Verri defendeu também o financiamento público das campanhas e o voto em lista partidária. Houve panfletagens em Curitiba (centro, UFPR, escolas), Araucária e Sarandi, entre outras cidades. No Rio Grande do Sul, houve uma plenária importante em Pelotas e panfletagens em Porto Alegre (UFRS e bairros). Santa Catarina também participou do Dia Nacional, com panfletagens no calçadão de Florianópolis, em terminais, bairros e na UFSC, e no município de São José.

No Distrito Federal, ficou claro o papel do Diálogo e Ação Petista nas manifestações. Houve passeata de 250 estudantes em Gama, um ato público com panfletagem, faixas e carro de som na Rodoviária, e grande receptividade da população. Em Goiânia, foi feita panfletagem na universidade, além de passagem nas salas de aula. No Rio de Janeiro, houve manifestação em Volta Redonda, com concentração no centro e na CSN. Foi feita uma panfletagem em Três Rios. Em Minas Gerais, ocorreram panfletagens em Juiz de Fora, Santos Dumont, Uberlândia e Belo Horizonte. Em Cuiabá, foi feita panfletagem no centro.

Juventude na luta

É importante destacar o papel da juventude na luta pelo Plebiscito Popular da Constituinte. Nas manifestações realizadas em todo o país, a juventude esteve presente, seja nas atividades em escolas e universidades, seja participando dos atos unitários.

Campanha no exterior

A campanha pelo Plebiscito da Constituinte já saiu das fronteiras do Brasil. O Comitê pela Constituinte de Paris também foi às ruas. Estudantes intercambistas residentes na Casa do Brasil, na Cidade Universitária, com cartazes e panfleto próprio, rodado com dinheiro arrecadado com venda de materiais, explicaram aos brasileiros na capital francesa (que lutam por melhores condições de vida e mais direitos na França) que todo brasileiro pode votar no Plebiscito, sem precisar visto regularizado.