RUMO AO ENCONTRO NACIONAL E ATO PELA CONSTITUINTE

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Em 17 de fevereiro se reúne, em São Paulo, o Comitê Diálogo Petista (DP) com os representantes das chapas Constituinte por Terra, Trabalho e Soberania (CTTS) que disputaram o Processo de Eleições Diretas do PT, (PED) de 2013.

O comitê foi constituído na plenária realizada em 30 de novembro e 1º de dezembro de 2013, com a tarefa de encaminhar as decisões ali tomadas.

Entre as decisões, destaca-se a de realizar entre abril e maio, um Encontro Nacional que reúna delegações ao redor dos compromissos firmados na plenária, para “agir como o PT agia” (o documento pode ser lido no site www.dialogopetista.com.br).

Já como expressão da disposição de “agir como o PT agia”, o Comitê também recebeu um mandato: “Como as manifestações de rua disseram em junho e julho, reafirmamos: essas instituições não nos representam. Para conquistar as reformas necessárias nos somamos ao Plebiscito Popular na semana de 7 de setembro próximo, respondendo ‘Sim, é preciso uma Constituinte Exclusiva e Soberana que faça a reforma política’. E para avançar nestas lutas nos engajamos na preparação de um grande ato político pela Assembleia Constituinte, em São Paulo, em abril/maio de 2014.

Prosseguimos, assim, no combate para que a continuidade do PT no governo traga as mudanças e exigidas nas ruas!”

No dia 17, com os elementos das discussões feitas em “reuniões de volta”, onde as decisões da plenária foram apresentadas, o Comitê discutirá como encaminhar as propostas. Abaixo, reportamos alguns relatos de reuniões realizadas.

Reunião decide criar comitê

Em 24 de janeiro, em Jacareí (SP), 11 petistas participaram da discussão. Identificados com diferentes correntes do partido, ali estavam dirigentes do Diretório Municipal, militantes do MST, sindicalistas e trabalhadores da região.

A discussão foi aberta com três informes. A apresentação das decisões da plenária de 30 de novembro e os resultados do PED – todos saudando o fato de que a chapa “Constituinte Por Terra, Trabalho e Soberania” conseguiu manter os postos nos Diretórios Nacional e Estadual, e ter ampliado em vários diretórios. Foi informado sobre as eleições no Sindicato dos Condutores em São José dos Campos e sobre a greve da Guarda Municipal de Jacareí.

Na discussão, os presentes manifestaram acordo com o mandato da plenária de 30 de novembro para realizar um ato pela Constituinte Soberana, e a disposição de constituir um Comitê do Plebiscito Popular pela Constituinte para fazer a reforma do sistema político. Um plano de discussão com sindicatos foi adotado, com o objetivo de lançar o Comitê na segunda quinzena de fevereiro.

Uma questão muito debatida foi a greve na Guarda Municipal que já durava 40 dias. O prefeito da cidade, Hamilton (PT), vem mantendo uma postura de total intransigência recusando-se a negociar com os grevistas, ignorando inclusive a posição da Secretaria Sindical do PT-SP, favorável à abertura de negociações.

A reunião concluiu com uma carta aberta ao prefeito que seria lida na manifestação em apoio aos grevistas que ocorria no dia seguinte. Uma boa discussão cujas conclusões mostram a disposição de “agir como o PT agia”.

Defesa do PT e Plebiscito

Na sede da Associação dos Trabalhadores  Ex-Ferroviários do Nordeste (ATEFN), na cidade de Jaboatão (PE), sete militantes se reuniram. Foi lida a página do Diálogo Petista que traz uma avaliação da plenária de 30 de novembro, feita por um companheiro que integrou a delegação de Pernambuco na plenária de 30 de novembro e que estava presente à reunião.

A discussão integrou várias questões. Entre elas a ausência de uma verdadeira oposição, por parte dos deputados petistas do estado ao governo de Eduardo Campos.

A importância da iniciativa do Diálogo Petista no combate à Ação Penal 470 e o Plebiscito Popular, também foram destacados.
 
Após a discussão, dois encaminhamentos práticos. O companheiro da ATEFN, presente à reunião, propôs à delegação que participou da plenária de 30 de novembro, participar da assembleia da entidade para levar a discussão do Plebiscito Popular.

Outra decisão foi fazer um debate na cidade, por ocasião da comemoração dos 34 anos do PT, sobre a Ação Penal 470. Como disse um companheiro ao final da reunião “não podemos baixar guarda, é preciso lutar em defesa do PT e das organizações dos trabalhadores”.

“Podemos fazer muita coisa”

Foi realizado um “bate papo” entre a delegação à plenária Diálogo Petista/CTTS e militantes de Barueri e Osasco, na grande São Paulo. Os dez presentes receberam o documento adotado na plenária e uma rica discussão permitiu aprofundar a reflexão sobre a situação do PT e a necessidade de agrupar os que querem resistir, mantendo o compromisso com as aspirações dos trabalhadores.
 
Companheiros presentes à plenária apresentaram suas avaliações “Uma discussão ampla, sem apego a cargos, para discutir como enfrentar o que vem pela frente. A questão da Ação Penal é só um aspecto. Temos que discutir o país, dizer que Dilma tem que apresentar um futuro melhor para o trabalhador. E com ousadia precisamos agir como o PT agia.”

“A plenária foi muito representativa, a discussão foi política. Aqui temos que discutir quais ações vamos ter. Somos militantes, fundamos o PT para lutar pelos trabalhadores. Podemos fazer muita coisa.”

No final foi decidido organizar atividades na região sobre a Ação penal 470. Um primeiro “bate papo” que começa a dar as condições de preparar a participação da região no Encontro Nacional e no Ato pela Constituinte.

REUNIÕES DE VOLTA REALIZAM ATIVIDADES

Ação Penal 470

Por iniciativa da reunião de volta em Curitiba, ocorreu em 30 de janeiro, na Associação dos Professores do Paraná (APP), o lançamento da revista “A Verdade, nada mais que a verdade”, editada pelo mandato de João Paulo Cunha. Com a presença de cerca de 60 pessoas, a atividade foi transmitida pela internet e atingiu cerca de 3000 internautas.

Praticamente todos os presentes usavam o adesivo pela Anulação da Ação Penal
470. Em sua fala, João Paulo, presente à atividade, destacou as falsas acusações para sua condenação e voltou a criticar o fato de o PT não enfrentar essa questão, pois ela não vai desaparecer da pauta. Afirmou ser necessário reeleger Dilma, destacando que um próximo governo deve fazer as mudanças necessárias ao país.

Um registro: os organizadores da atividade pretendiam realizá-la na sede estadual do partido, mas o local não foi cedido.

Haiti

– Uma das decisões da reunião de volta em Fortaleza foi organizar um debate sobre a campanha pela retirada imediata das tropas do Haiti. Em 21 de janeiro, na sede do Sindicato dos Bancários, 25 pessoas participaram da atividade. A discussão foi aberta por Bárbara Corrales do Comitê “Defender o Haiti é Defender Nós Mesmos” e por Flávio Barbosa, do MST e membro da Brigada Dessaline que atua no Haiti.

Depois de duas horas de discussão, uma das conclusões, por proposta de companheiros da Comissão da Verdade do Ceará que estavam presentes, foi a perspectiva de articular a luta pela punição aos crimes da ditadura à luta pela retirada das tropas do Haiti.