Diálogo e Ação Petista no Diretório Nacional do PT

Ao final da discussão do Diretório Nacional, sexta-feira, que adotou uma resolução política proposta pelo presidente Rui Falcão, dois companheiros do DAP, Juliana Cardoso e Markus Sokol, apresentaram propostas de emendas.

O presidente recusou a primeira, a campanha política sobre o caso Vaccari, sob o argumento que “as ideias já estavam” no seu projeto de resolução; a segunda, sobre o 1º de Maio, de fato se assemelhava a outras propostas encaminhadas numa resolução separada; e a terceira, sobre a ação em defesa da Petrobras, foi incorporada, mas como “moção”, à parte.

A maioria das intervenções na reunião repercutiu a mudança de clima nas ruas, depois da iniciativa de CUT e dos movimentos populares nas ultimas semanas, especialmente contra o PL 4330 que incidiu no parlamento com força. Mas o texto aprovado, apesar de alguns sinais-como propor o “Veta Dilma- não muda realmente a orientação da direção. Resta muita confusão sobre a ofensiva reacionária no país e o papel do PMDB.

Duas votações foram importantes: outra vez foi recusada uma emenda contra as MPs 664 e 665, dessa vez com um pouco mais de votos, 6 ou 7, e foi recusada uma emenda que deixava a porta aberta para a bancada negociar um “voto distrital misto” na reforma política em discussão no Congresso Nacional, como queriam a deputada Margarida Salomão (DS) e Rubens Ottoni (CNB).

Por fim, os jornais noticiam a decisão positiva, ad referendum do 5º Congresso, do  PT passar a recusar contribuições empresariais (com 3 abstenções), e a substituição de Vaccari como tesoureiro por Marcio Macedo.

Abaixo, as três propostas de emenda apresentadas pelo DAP:

  • Face à injustificada prisão do companheiro João Vaccari, tesoureiro do PT, o Diretório Nacional denuncia a escalada da campanha de cerco e aniquilamento do PT, comandada por setores da elite reacionária, com respaldo no Judiciário e na mídia. Seu objetivo agora assumido é nada menos que “a extinção do PT”.

O DN orienta a militância a uma campanha política de esclarecimento da população trabalhadora do país.

O que está em jogo, por trás da “operação Lava Jato”- independente da apuração e punição de eventuais desmandos de altos funcionários e empresários-, é a sua utilização pelo juiz Moro para extrapolar o Direito rumo a um “estado de exceção”, ao lado da sabotagem da maior empresa brasileira, a Petrobras, e da conquista do regime de partilha do pré-sal cujos recursos, na boa parte, vão para a Educação e a Saúde.

Nesse difícil momento político-institucional, o DN reafirma a urgência de uma verdadeira reforma política como instrumento de luta contra a corrupção na vida nacional, através de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para esse fim– não há outra saída!

  • O DN PT convoca suas instâncias a entrar em contato com a CUT e os movimentos populares que organizam os Atos de 1º de Maio, a fim de se integrar na organização desta grande mobilização da pauta da classe trabalhadora– vamos tomar as ruas com as bandeiras vermelhas e brancas do PT, contra o retrocesso e o ódio, em defesa da Nação e dos direitos.
  • A defesa da Petrobras foi iniciada no ato público no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro, e ganha cada vez mais atualidade frente às ameaças predatórias, internas e externas, ao patrimônio nacional e à legislação da partilha do Pré-sal.

O PT apoia as Audiências Públicas em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, bem como atos e debates em bairros, escolas e localidades, que começam a acontecer, de ampla unidade em defesa da Petrobras.  

Juliana Cardoso e Markus Sokol