Diálogo Petista 75

FAÇAMOS UMA VERDADEIRA DISCUSSÃO!

Texto em site da Articulação de Esquerda ataca

Carta aos Petistas

A Articulação de Esquerda (AE) publicou  em  seu  site  um  texto  de  Rafael Tomyama, militante no Ceará, intitulado Dialogando com o “Diálogo”, em resposta  à  Carta  aos  Petistas  lançada  pelos membros da Coordenação Nacional do Diálogo Petista (DP).

Abaixo  trechos  do  texto  de  Eudes Baima, do DP no Ceará, respondendo aos argumentos colocados.

“Depois de um longo desenvolvimento, o articulista chega à conclusão que deseja,  independente  da  realidade. Tira  do bolso uma dedução: “ao fim e ao cabo passa a impressão de que se trata de uma linha auxiliar da CNB”.

Mas não é tudo. O interesse no “diálogo” anunciado no título, se mostra pura demagogia na afirmação seguinte: “ficaria feio aderir ao insistente ‘acordão’ que o Campo Majoritário põe na mesa para solapar o debate no PED”. O DP se prestaria, segundo Tomyama, a um acordo tácito com a CNB para “solapar o debate no PED”. E isso em troca de garantir o “acordão nos votos”!

Como  assim?  Uma  plataforma  (da Carta) que, segundo o mesmo Tomyama “demarca  pela  esquerda”…  é  a  base para um auxílio à direção do PT?

A Carta aos Petistas é um chamado a uma ampla unidade em defesa do PT, atacado  de  todos  os  lados,  e  que,  do ponto de vista da Coordenação do DP, coloca na ordem do dia a luta por outras instituições que correspondam à democracia,  diferentes  destas  herdadas  do Regime Militar e que a Constituinte meia-sola de 88 não foi capaz de reformar.

Tomyama recusa a unidade em defesa do PT. Esta recusa é, em substância, o resumo do artigo.

Ele  usa  um  subterfúgio  para  evitar entrar na discussão: a questão da antecipação da disputa eleitoral de 2014. Para ele, o DP colocaria no centro a defesa do PT contra a AP 470, ao mesmo tempo que faz a relação disso com as novas exigências da burguesia ao Governo Dilma, apenas para se esquivar do debate eleitoral, de fato, antecipado. Muito bem, mas se não temos alternativa, senão enfrentar a antecipação da disputa, com que política fazê-lo?

O  Diretório  Nacional  e  as  correntes majoritárias já adiantaram esta resposta: “olhar para frente”, ou seja, aceitar os ataques, entregar ao cárcere dois ex-presidentes do Partido, se dobrar ante ao STF e à imprensa reacionária, como parte de uma política que mantém o atual rumo do governo. Quer dizer, continuar virando as costas à medidas essenciais que dele se  espera,  como  a  reforma  agrária,  a punição  dos  torturadores  do  Regime Militar, o fim dos leilões do petróleo, etc..

Pois é ao que corresponde aprofundar a política de alianças, agora “vitaminada” com  a  esdrúxula  nomeação  de  Afif Domingos para o ministério.

Alinhado com a maioria da direção que banca esta política, uma negação da sua história do PT, Tomyama nos oferece uma saída pueril: a política do governo não se identifica com a política da direção do PT.

Diz seu artigo: “Na política de alianças, por  exemplo,  a  propalada  ‘governabilidade’, que interessa fundamentalmente à estabilidade da gestão de governo, se distingue  dos  acordos  partidários  que envolvem interesses regionais e difusos os mais diversos.” A política do governo de coalizão nada tem a ver com os acordos com as forças reacionárias nos estados e municípios que tem levado o PT a se chocar com sua base social histórica.

No exemplo do Ceará, onde Tomyama milita,  a AE  apoiou  a  aliança  estadual com a oligarquia dos Ferreira Gomes (que controla o PSB local).

O centro do texto todavia é outro. Para o autor, assim como para a Direção do PT, a sentença do STF no caso do chamado “mensalão” deve ser aceita. Ele diz que confundimos a defesa do partido com a defesa dos ex-presidentes do PT.

Parece surdo ao que grita a imprensa burguesa diariamente,  condenando  o  partido  e ignora o principal: o STF não provou o “mensalão”, e alguns votos dos ministros reconhecem isso.

Reconhecendo a “justeza” da sentença (posição que o coloca, de um lado, com o PSDB e a Veja e, de outro, com o PSTU e o PSOL), conduz ao que se vê: a completa aceitação dos ataques, o total silêncio na defesa seja de Genoíno e Dirceu, seja do PT.

Estamos pela defesa do PT. Para nós, esta é uma questão central no período.

Trata-se de se a burguesia vai ter ou não condições  de  anular  esta  aquisição histórica  da  classe  trabalhadora brasileira. Estimamos, por outro lado, que a defesa do partido coloca a necessidade de uma mudança profunda na política do PT para o governo. Mas isso é parte do debate que, apesar dos enormes obstáculos trazidos pelas regras antidemocráticas do  PED,  pretendemos  levar  ao  V Congresso.”

 

Cuiabá: pela revogação da lei das OSs

O  Diálogo  Petista  em  Cuiabá,  como todo o DP, desde sua constituição abraçou a  luta  pela  revogação  da  Lei  das Organizações Sociais (OSs).

Temos levado essa discussão para dentro do partido e entidades sindicais e integramos  o  Comitê  em  Defesa  da  Saúde Pública.

No último dia 15, o Comitê e a CUT-MT realizaram  ato  público  para  cobrar  dos deputados  estaduais  aprovação  do Projeto de Lei (PL) de Iniciativa Popular que visa revogar as Leis Complementares 417/2011 e 150/2004, as quais permitem a  gestão  da  saúde  pública  de  Mato Grosso através de OSs.

Os  manifestantes  protocolaram  na Assembleia Legislativa mais 9,4 mil assinaturas, de diversos municípios do estado, que se somam as 27 mil já protocoladas.

O ato teve como objetivo cobrar dos parlamentares agilidade na tramitação do PL.

O governador Silval (PMDB) sucateia as unidades de saúde, não realiza concurso e promove a precarização das condições de trabalho  dos  servidores,  prejudicando  a prestação de serviços à população.

Os manifestantes foram recebidos pelo chefe de gabinete do deputado Riva (PSD) presidente da Assembleia Legislativa. Não há  vontade  política  da  Assembleia  em encaminhar  o  projeto.  Nós  vamos prosseguir na luta!

Robinson Ciréia

 

Lutar contra a privatização

No último dia 14, o governo realizou a 11ª rodada de leilão do petróleo, na qual foram entregues 289 blocos. O DP, que está comprometido com a luta contra as privatizações, divulga nessa edição trechos  da  carta  entregue  à  presidente
Dilma, no dia 10 de maio, por várias entidades sindicais e movimentos sociais da cidade e do campo, como a CUT, o MST, CONTAG e CMP.

“Nós, movimentos populares e sindicais abaixo assinados, vimos, por meio desta solicitar o cancelamento dos leilões de petróleo, previstos para os dias 14 e 15 de maio de 2013 , bem como o cancelamento do processo, que prevê a privatização das hidrelétricas.

Foi, sem dúvida, no período dos governos  de  Collor  e  Fernando  Henrique Cardoso,  que  este  sistema  foi  sendo destruído e entregue ao capital internacional, sob o pretexto de que não servia mais para o nosso país.

Esta história nós já conhecemos bem Depois da privatização, a energia elétrica aumentou mais de 400% (muito acima da inflação), trabalhadores foram demitidos  e  recontratados  com  salários menores e em piores condições e a qualidade da energia elétrica piorou muito.

No setor do petróleo a realidade é semelhante, FHC quebrou o monopólio estatal e vendeu parte da Petrobrás, e só não fez pior, porque foram derrotados na eleição de 2002.

O povo brasileiro votou em Lula duas vezes e em Dilma no ano de 2010, ciente de que aquilo que foi feito nos governos anteriores não era bom para o Brasil.

É fundamental que todos nós tomemos posição neste momento tão importante para o destino da nação.

Defendemos  o  cancelamento  dos leilões, que irão privatizar o petróleo e as usinas hidrelétricas, que estão retornando para a União. Não temos dúvida de que, se  consultado,  o  povo  brasileiro  diria: Privatizar não é a Solução.”