Diálogo Petista nº 25 – 7 agosto 2010

Após realizar dois encontros, em novembro de 2008 e em dezembro de 2009, o Diálogo Petista começa a preparar um 3º Encontro mais amplo e bem preparado para Março de 2011:

CONVOCATÓRIA

VOTO PT, O ÚNICO CAMINHO!

O povo trabalhador de nosso país não quer a volta dos demo-tucanos privatistas.

De nossa parte, reafirmamos nosso engajamento na vitória de Dilma do PT, contra Serra. Na luta pela emancipação do imperialismo e pelo socialismo, não há outro caminho!

Com suor e luta, obtivemos conquistas como o aumento real do salário mínimo e piso nacional dos professores, vagas nas universidades públicas. Mas para erradicar a pobreza é necessário avançar e libertar a nação da herança de décadas de pagamento da dívida e de subordinação ao imperialismo.

Nesse sentido, o voto nos candidatos do PT, como parte da luta por um verdadeiro governo do PT, é hoje o único caminho para avançar com:

O Petróleo prá Petrobras 100% Estatal; Não privatização dos Correios; Reestatizar a Vale.

• Reforma Agrária: atualização do índice de produtividade e limitação do tamanho da propriedade.

• Jornada de 40h sem redução salarial; Fim do Fator Previdenciário.

• Solidariedade ao Haiti com médicos, engenheiros e técnicos, e não com tropas.

Mas como avançar com o “acordo nacional com o PMDB”? Essa aliança amputa nossas bancadas e ameaça o próprio PT. É hora de defender o PT!

Dilma é a única que pode encabeçar um verdadeiro governo de mudança, com aliados, sim, mas aliados de forças comprometidas com as aspirações do povo.

Para ganhar as eleições e avançar na construção de um Brasil livre e soberano, é preciso fazer ouvir a voz dos trabalhadores.

Brasília, 13 de junho de 2010 (resumo)

 

3º ENCONTRO NACIONAL

“DIÁLOGO PETISTA”

S. PAULO, MARÇO 2011

NÓS, QUE PARTICIPAMOS DAS MESAS E DEBATES DOS ÚLTIMOS ENCONTROS, PROPOMOS CONTINUAR O DIÁLOGO PREPARANDO UM AMPLO ENCONTRO EM MARÇO DO ANO QUE VEM.

Raimundo Dutra (sindicalista rural, Executiva PT-Maranhão), João Moraes (coordenador da FUP), Gilney Viana (Coletivo Sec. Meio Ambiente), José Parente (Confed. Ass. Incra), Adriano Diogo (deputado estadual SP), Renato Simões (CEN-PT), Danilo Toio Caçapava (CUT-RS), Fernando Nascimento (deputado federal PE), Markus Sokol (DN-PT)

EU APOIO A CONVOCAÇÃO DO 3º ENCONTRO NACIONAL “DIÁLOGO PETISTA”

NOME                             ESTADO    CONTATO (e-mail, telefone)

Tecendo uma rede no PT

O Diálogo Petista nasceu da proposta lançada por 37 candidatos a vereador petistas nas eleições de novembro de 2008. Em 15 de novembro, 83 militantes de 13 Estados, adotaram a primeira declaração: “queremos um governo petista que faça o que um governo petista deve fazer para nos livrar da política imperialista”.

A crise capitalista já tinha eclodido, e no Brasil os primeiros sinais podiam ser sentidos nas demissões. Sob a divisa de “Nenhum mais um tostão para a especulação: os trabalhadores e as nações não devem pagar a crise!”, a declaração adotada destacava que o “o governo Lula tem mudar de política”.

De fato, poucas semanas depois milhões estavam demitidos com sofrimento para a família trabalhadora.

O Fórum do Dialogo Petista então decidia convocar um Encontro de Emergência. No dia 16 de maio, 105 delegados vindos 32 cidades do país participaram de mesas de debate – a Reforma Agrária, a Defesa dos Serviços Públicos – mas se concentraram numa proposta prática:

“Estabilidade no Emprego – Propomos um Ato de Entrega do Abaixo-Assinado ao presidente Lula pela Medida Provisória de Proibição das Demissões em 26 de Agosto”.

Assim o DP ajudou a reunir as 45 mil adesões entregues ao governo.

Com esse acúmulo, as diferentes componentes do Diálogo, participaram do Processo Eleitoral Direto, o PED do PT, segundo suas relações. E assim logo após, se realizou um 2º Encontro Nacional, até mais representativo em termos de setores partidários, com 105 representantes de 12 Estados.

Três decisões aí se destacam: o apoio ao PL de Monopólio do Petróleo da FUP através de uma serie de Audiências Públicas, a divulgação dos trabalhos da Comissão Internacional de Inquérito do Haiti, pela retirada das tropas, e a ajuda a preparação da Conferencia Mundial Contra a Guerra e Exploração, na Argélia.

Calendário obrigatório, o Diálogo ainda levaria suas propostas ao 4º Congresso do PT, em fevereiro, inclusive uma revisão a fundo do PED pela recuperação do poder dos encontros de delegados.

E AGORA? FALA MORAES (FUP)

Agora, em plena campanha eleitoral do PT, a questão do que fazer depois está remetida para um 3º Encontro em Março (ver ao abaixo). João Moraes, responde por todos: “penso que passado o processo eleitoral muito importante em que estamos, é hora de retomar a fundo nossas lutas, como a do petróleo. O que aconteceu em 2010 mostra que o caminho é a luta popular. Pois o Congresso Nacional até rebaixou a proposta do governo federal (para o Pré-Sal) que nem foi completada. É hora de retomar a proposta do movimento social pelo monopólio estatal do petróleo. Além de mais avançada, traz o caráter popular para a disputa, imprescindível para vencer”

 

Ceará: na luta pelo Petróleo

Dia 14 de julho houve mais uma Audiência Pública sobre o novo marco regulatório da exploração do petróleo, desta vez na Assembléia Legislativa do Ceará, por proposição da deputada estadual Rachel Marques (PT-CE).

A iniciativa veio por proposta do fórum local do Diálogo Petista.

Cerca de 50 pessoas compareceram, entre sindicatos de trabalhadores, movimentos e uma secundarista da UESC (União dos Secundaristas do Ceará).

Destacando o tema essencial para a soberania nacional, a deputada Rachel abriu a Audiência que teve como ponto alto a exposição de João Morais, coordenador da FUP (Federação Única dos Petroleiros da CUT). Depois de explicar o que é o petróleo da área do pré-sal, Moraes demonstrou porque a soberania nessa área só é possível pela apropriação de todo o petróleo pelo povo brasileiro por meio de uma Petrobrás 100% estatal.

A CUT-Ceará e a SINDUECE (sindicato dos docentes da universidade estadual) também integrantes da mesa, reforçaram a fala de Morais indicando a necessidade de levar a discussão para as bases. No plenário, Gardênia Baima, do SINDIUTE(sindicato dos professores), insistiu na idéia de que o dinheiro do petróleo, e do pré-sal em particular, só será destinado à educação na medida em que o Estado brasileiro possa dispor dele integralmente.