“Por favor, salvem a vida de meu pai…”

Em dezembro de 2024, as forças israelenses sequestraram o pediatra Hussam Abu Safyira no hospital Kawad Adwan, onde trabalhava, o único hospital que estava funcionando no norte da Faixa de Gaza. Dr. Abu foi detido sem acusação concreta e formal. Posteriormente Israel acusou, em uma ilação fabricada, que o doutor  teria relações com o Hamas. Falsificação nojenta. O Ministério da Saúde de Gaza, governada pelo Hamas desde as eleições de 2007, no marco de acordo com o Ministério do Interior, presta atendimento médico a civis e forças de Segurança, em Gaza e na Cisjordânia.

Desde sua prisão Dr. Abu recebe o tratamento desumano ao qual o gangsterismo sionista submete os prisioneiros palestinos.

Em 10 de junho, a Suprema Corte de Israel julgou um recurso impetrado pelos seus advogados.  Na audiência, da qual participou online (foto), o médico declarou: “Sou pediatra, presto serviços médicos e atenção às pessoas feridas e vulneráveis. Fiz meu trabalho de acordo com o direito internacional e as normas humanitárias. Minha prisão é injusta. Peço ao Tribunalque me liberte imediatamente.” Depauperado, 40 quilos mais magro, Dr. Abu recebeu como resposta ao recurso a sua transferência para outra prisão onde ficará numa solitária.

O advogado do doutor e sua família acusam que a transferência é uma represália por ter entrado com o recurso.

Illias Abu Safyra, filho de Hussam Abu Safiyra, num apelo contundente pede ajuda para salvar seu pai.

“Apelo urgente a todos os povos livres do mundo. Digo-lhes hoje que nossos corações estão pesados ​​de medo e dor após recebermos notícias recentes do advogado de nosso pai, Dr. Hussam Abu Safiya, que nos mergulharam em horas de terror e angústia indescritíveis. De fato, após o advogado e sua equipe de defesa apresentarem um recurso à Suprema Corte de Israel, a resposta a essa ação judicial foi um ato de punição e vingança ainda maior.

Nosso pai foi transferido da Prisão do Negev para o isolamento na Prisão de Nafha, para uma cela de dois metros quadrados, sem comida, água, remédios ou acesso a saneamento básico, e sequer podendo se encontrar com seu advogado. Como  um ser humano pode ser punido por perguntar por que está sendo detido? Por favor, salvem a vida do meu pai e a vida de todos os meus familiares detidos em prisões israelenses antes que o silêncio se transforme em arrependimento irreparável” (íntegra publicada na conta X @HussamAbuSafiya).

O príncipe bolsonarista contra os islâmicos
Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal do PL (SP), entrou com um projeto de Lei na Câmara Federal que propõe proibir a aplicação da lei islâmica (Sharia), seguida pelos mulçumanos, no território nacional. Histérica intolerância religiosa, esta proposta é denunciada e combatida num manifesto assinado por várias entidades que pode ser acessado e assinado através do link: https://forms.gle/xa26X5NdJBVSEMo78 
Membro do partido da dinastia Bolsonaro que defende o Estado Sionista de Israel, Luiz Phillipe está bem alinhado na defesa da lei da selva que ameaça não apenas palestinos, os islâmicos, mas toda a humanidade.

Misa Boito, membro do Comitê Nacional do DAP

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