Carta de sindicalistas petistas e cutistas aos parlamentares do PT

Nas eleições para presidentes da Câmara dos Deputados e Senado:
Proporcionalidade, Sim! Voto em golpista, Não!

O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução sobre a eleição das mesas diretoras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A resolução defende a “democracia e proporcionalidade nos critérios de eleição dos componentes da mesa e no funcionamento do Congresso”, o que está correto; também deliberou que as bancadas do PT devem participar, o máximo possível, de todos os espaços de direção a que têm direito, proporcionalmente, nas direções da Câmara e do Senado.
Mas, ao mesmo tempo, ao remeter para as bancadas a decisão final sobre o voto a ser expresso pelo PT, deixou aberta a possiblidade de um acordo com deputados ou senadores da base do governo golpista de Temer. Nós que lutamos contra o golpe não aceitamos que isso aconteça. Manter a nitidez política do PT é fundamental, ainda mais diante da polarização com os golpistas que protagonizamos em todos os terrenos, desde a ação do movimento sindical e popular, até as duas casas do Congresso Nacional.
Compor com candidatos apoiado por Temer e que apoiam o seu governo ilegítimo, abriria uma perigosa brecha de perda de credibilidade de nosso partido e para a denúncia e oposição que deve ser feita ao governo golpista.
Por isso que nós, abaixo assinados, a título individual como dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que somos militantes do PT, nos dirigimos a nossos companheiros deputados federais e senadores pelo partido, a quem foi delegada pelo Diretório nacional a decisão final sobre o voto na presidência das duas casas legislativas, pedindo-lhes que tomem posição contrária a qualquer acordo ou voto em candidatos golpistas nas eleições para as mesas das respectivas casas, correspondendo assim à vontade, temos certeza, da esmagadora maioria da militância petistas que intervém na luta cotidiana dos sindicatos e movimentos populares, por Fora Temer, por nenhum direito a menos e em defesa da democracia.
Contamos com vocês, companheiros parlamentares, que saberão encontrar uma alternativa de candidatura que não se confunda com aquelas que apoiaram o golpe para atacar a democracia e os direitos sociais e trabalhistas de nosso povo.
Nenhum voto em candidatos golpistas!
Permanece aberto para novas adesões, pelo e-mail: rosanesilva13@gmail.com
Adesões individuais:
Admirson Medeiros Ferro Júnior (Greg) – Executiva Nacional da CUT
Ângela Maria de Melo – Executiva Nacional da CUT
Antonio Lisboa – Executiva Nacional da CUT
Ariovaldo de Camargo – Executiva Nacional da CUT
Carmen Foro – Executiva Nacional da CUT
Daniel Gaio – Executiva Nacional da CUT
Eliane Bandeira Silva – Presidenta da CUT Rio Grande do Norte
Graça Costa – Executiva Nacional da CUT
Ismael César – Executiva Nacional da CUT
Jandyra Uehara – Executiva Nacional da CUT
Janeslei Albuquerque – Executiva Nacional da CUT
João Felício – Executiva Nacional da CUT
Julio Turra – Executiva Nacional da CUT
Juliana Salles – Executiva Nacional da CUT
Junéia Martins Batista – Executiva Nacional da CUT
Maria de Fátima Veloso Cunha – Executiva Nacional da CUT
Maria Júlia Reis Nogueira – Executiva Nacional da CUT
Maria Aparecida Godói de Farias – Executiva Nacional da CUT
Milton dos Santos Resende – Executiva Nacional da CUT
Pedro Armengol – Executiva Nacional da CUT
Rosana Fernandes – Executiva Nacional da CUT
Regina Perpétua Cruz – Presidenta da CUT Paraná
Quintino Severo – Executiva Nacional da CUT
Virgínia Berriel – Executiva Nacional da CUT

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Diálogo e Ação Petista

One thought on “Carta de sindicalistas petistas e cutistas aos parlamentares do PT

  • 31 de janeiro de 2017 em 17:03
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    Boa carta. No entanto, penso que o Diretoria Nacional já deveria ter fechado questão juntos aos parlamentares do PT com um NÃO ROTUNDO a toda e quaqluer possibilidde de negociação que passa a ser negociata com os golpistas. Bastava terem ouvido o Vicentinho!… Às vezes é melhor perder o anel do que perder os dedos ou a mão toda. Entendam como anel cargos na mesa diretora. O PT forjou a sua trajetória nas bases e nunca dependeu de cargos parfa chegar onde chegou e, se foi traído, ultrajado, tripudiado não deve render-se a poder efêmro em detrimento da história partidária eterna. Voltemos ao pnto inicial, junto `´as bases, paraa edificação de um novo momento com a manutenção do perfil de luta e desprendimento.

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