1º de Maio: rumo à greve geral, em defesa dos direitos, Petrobrás, democracia e Constituinte!

Cem mil trabalhadores e jovens no Anhangabaú, em São Paulo, 10 mil em Curitiba, dezenas de milhares nos atos realizados em todo o país. Foi assim o 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, chamado pela CUT com apoio de inúmeras entidades sindicais e populares.

Na agenda, a defesa dos direitos, pela retirada da tramitação do PL-4330 (terceirizações), contra as MPs 664 e 665 do ajuste fiscal de Joaquim Levy, e defesa da Petrobras e do regime de partilha de partilha do pré-sal e a Constituinte da reforma política, como único meio de acabar com a corrupção.

A luta continua. Por iniciativa do presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, haverá um Dia Nacional de Luta e Paralisação, rumo à greve geral, em 29 de maio.

O ato de São Paulo teve a presença de Lula, que condenou o projeto de terceirização, aprovado pela Câmara dos Deputados. O projeto agora vai para o Senado e, se aprovado, a saída é “Veta, Dilma!”.

“Somos todos professores”, falou Vagner Freitas, referindo-se ao massacre perpetrado pelo governador Beto Richa (PSDB) contra os educadores no Paraná, e à truculência do governador Geraldo Alckmin (PSDB) contra os professores paulistas.

O 1º de Maio em Curitiba, como não poderia deixar de ser, teve a marca do repúdio ao massacre do dia 29. Os trabalhadores não se deixaram abater, a indignação popular é enorme, e agora a luta é para anular a votação do confisco da previdência dos servidores numa sessão parlamentar ilegítima, articulada por um governador covarde e sanguinário. FORA, BETO RICHA!

Presença do Diálogo e Ação Petista

O Diálogo e Ação Petista participou de todo o processo de construção do 1º de Maio, mobilizando e ajudando a convocar. Em São Paulo, cerca de 300 aderentes ao DAP, da capital e cidades vizinhas, com faixa e pirulitos próprios, numa coluna animada com bateria, afirmavam as bandeiras dos trabalhadores. Fotos das faixas e pirulitos do Diálogo ganharam repercussão nas primeiras páginas dos principais jornais. O adesivo do Diálogo era disputado pelos manifestantes.

O momento agora é de não sair das ruas. A CUT já apontou o caminho: dia nacional de luta e paralisação rumo à greve geral. Os trabalhadores estão em luta por seus direitos, pela soberania nacional e pela democracia, bandeiras sintetizadas pelas palavras de ordem que o Diálogo e Ação Petista levou ao Anhangabaú, e que a massa assumiu:

“Ô Lula/eu quero ver/a Dilma vetar as MPs”

“A Petrobras/é da Nação/Constituinte pra acabar a corrupção”

“Escuta deputado/trabalhador não vai ser terceirizado!”

“Terceirização/rouba direito/e enche o bolso do patrão”