Carta Diálogo Nº 2 – abril – 2008

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Circulando há 40 dias, a Carta-Diálogo já obteve centenas de adesões em vários Estados. Participando das lutas e debates no PT e na CUT, uma importante atividade de seus promotores foi a preparação do Segundo Encontro Continental, no México, “Contra os Tratados de Livre-Comércio, Pela Soberania Nacional, Contra as Privatizações e pelas Reestatizações” cujas conclusões em breve serão distribuídas num Boletim próprio. Esta edição da Carta-Diálogo apresenta uma Carta a Lula deste evento, e também registra uma importante decisão do Setorial Sindical do PT de São Paulo.

HAITI URGENTE!

Companheiros e companheiras petistas,
Nós estivemos presentes no México com outros delega-dos do Brasil – Antonio Carlos Spis, da Executiva da CUT (SP), Fernando Ferro, deputado do PT (PE), Edvaldo Pi-tanga, da Executiva da Condsef (BA), Jaqueline Albuquerque, da Fenajufe (PE), e Luciano Avelar do Sindicato dos Advogados do ES – no Segundo Encontro Continental.

O Encontro Continental decidiu um Encontro Mundial Aberto “Pela paz, contra a guerra, pela democracia e a justiça social, contra a exploração, pela independência das organizações e pela soberania das nações” que poderia realizar-se em Nova York, iniciativa proposta em comum pela seção de NY do Conselho para o Avanço dos Trabalhadores da América Latina (NY-LCLAA), pela Convenção Nacional Democrática (CND) do México e pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores (AcIT).

Ainda no México, o militante haitiano David Josué apresentou a Carta a Lula abaixo, que nossa delegação decidiu divulgar além de encaminhar ao presidente Lula.

Neste momento a imprensa registra a participação direta das tropas da Minustah, dirigidas pelo Brasil, na violenta repressão a manifestações pacíficas de protesto contra a alta dos alimentos, que já resultaram pelo menos 5 mortes.

Neste momento, nós chamamos os petistas a se soma-rem nesta campanha. Destaquem, divulguem e façam subscrever em massa a Carta David Josue, nos comunicando as adesões.

14 de abril de 2008
Julio Turra, Misa Boito e Markus Sokol

PRESIDENTE LULA DA SILVA,
Alguma coisa desonesta se passa com os seus soldados no Haiti. Os soldados brasileiros fazem “raides” terríveis contra os habitantes de comunidades pobres e sem defesa no Haiti, deixando em sua esteira um rastro de sangue, lágrimas e mortes. A responsabilidade repousa em você, Presidente da Silva. Você é o seu comandante-em-chefe.
O que fazem os seus soldados ao povo inocente do Haiti é pior do que as forças armadas do Haiti foram acusadas de fazer.
Ninguém tentará diminuir a extrema importância de viver num estado de direito. Ninguém contestará a necessidade de obter um mandato de prisão apropriado antes que a corte apropriada peça a prisão do acusado e o envie à justiça. Mas um mandato de prisão coletivo que declara uma comunidade inteira criminosa é, em si, criminoso.
Presidente Lula da Silva, o que você diria a Fredi Romelus por sua perda terrível? Seu filho de um ano, Nelson Romelus. Qual foi seu crime ? Por que ele foi executado pelos seus soldados? Seu irmão de quatro anos, Stanley, que morreu por causa de um ferimento na cabeça causado por uma poderosa arma de fogo? Sua mãe, Sonia Romelus, morta quando ainda abraçava seu bebe, Nelson, qual é o seu crime?
Lelene Mertina, 24 anos, estava grávida de seis meses quando uma bala atravessou seu ventre, matando instantaneamente o feto. Do que era culpada para merecer isso?
Presidente da Silva, segundo o relatório da ONU depois de um combate, os seus soldados passaram 7 horas atirando sobre uma população desarmada. Eles gastaram 22.000 cargas de munição, sabendo que visavam alvos sem motivo. Não é possível que seja isso o melhor que o povo brasileiro tem a oferecer. Como isso pode ocorrer enquanto é você o presidente do Brasil?
O Dr. Martin Luther King Jr. nos lembrou que chega um momento em que o silêncio é uma traição. E você e seu governo ficarão silenciosos sobre essas atrocidades?

Davi Josué (*), 5 de abril de 2008, 2º Encontro Continental, Cidade do México

*militante haitiano, membro da Coalizão « Power to the People » pela eleição de Cynthia McKinney Presidente dos EUA

APOIE ESSA INICIATIVA!

 

NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES

A nação acompanhou o cancelamento do Leilão de privatização da CESP de 26 de março depois que o governo Lula, atendendo ao pedido da CUT e dos sindicatos, do PT e dos deputados, do MST, da UNE, UBES e outras entidades, não renovou as concessões de usinas da CESP como queria o governador Serra (PSDB).

Foi uma vitória do povo brasileiro que com o PT e a CUT barrou esta exigência do imperialismo estadunidense. Parte da luta comum os povos do continente pela soberania nacional, cujo ponto alto foram as recentes medidas de nacionalização da indústria do cimento e da siderúrgica Sidor, pelo presidente Chávez na Venezuela.

Nós, como os trabalhadores brasileiros, queremos avançar na mesma direção. Por isso, nos congratulamos com o Setorial Sindical do PT de SP cujos 140 delegados ado-taram a resolução sobre a vitória no cancelamento do leilão da CESP, mas que era necessário dar outro passo, dirigindo-se a Lula para que pare com os leilões de áreas petrolíferas, as concessões nas estradas federais e não abra o capital da Infraero.
De fato, este é o caminho. O caminho da anulação do Leilão da Vale do Rio Doce para recuperar o patrimônio nacional pilhado pelos tucanos e os especuladores.

É uma discussão aberta que é precisamos fazer em todos os diretórios, sindicatos e entidades!

 

EXPEDIENTE

A Carta-Diálogo Nº 1 foi lançada para adesões em 28 de fevereiro de 2008, por Markus Sokol (DN-PT pela chapa Terra, Trabalho e Soberania),com Aurélio Medeiros, presidente da Federação dos Químicos do RJ/CUT, Arnaldo Fernandez, Coordenador da Federação Nacional Independente Sobre Trilhos/CUT, Bárbara Alves, Coordenadora Estadual do Setorial GLBT PT-BA, Francisnaldo Carvalho, da Executiva do PT de Serra Talhada-PE e Francisco de Paula Silva, da Executiva do PT de Barretos-SP:

Propomos nos reunir num quadro de respeito mútuo às posições de cada um, submetendo desde já nossas reflexões à discussão. E perguntamos: não é chegada a hora, vendo o rumo que as coisas tomam, de juntos criarmos uma força? Nós pensamos que sim. Uma força que não concorra com as organizações construídas pelos trabalhadores, mais necessárias do que nunca. Mas uma força para ajudar os trabalhadores a servirem-se dessas organizações, combatendo aqueles que, de to-dos os lados, querem destruí-las. Para isso, propomos realizar em Junho um amplo encontro para discutir como prosseguir no combate, com nossas organizações, para que o governo Lula rompa com as exigências de Bush, nos apoiando nas lutas em curso, nas iniciativas e campanhas do Encontro do México”.
EU ME ASSOCIO A CARTA-DIÁLOGO

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