Em defesa das candidaturas do PT

O PT está em pleno processo de preparação de suas campanhas eleitorais. Em vários estados, o partido se depara com a alternativa de lançar candidato próprio ao governo ou apoiar um candidato de outro partido.

Em seu 7º Encontro Nacional, realizado em outubro de 2017, o Diálogo e Ação Petista incorporou as decisões do 6º Congresso do PT em sua resolução eleitoral. A resolução já defendia que “eleição sem Lula é fraude” e apontava a perspectiva de um governo Lula revogar as medidas dos golpistas e avançar nas reformas populares, por meio de uma Assembleia Constituinte Soberana. Outro ponto são as alianças “com setores anti-imperialistas, antilatifundiários, antimonopolistas e radicalmente democráticos”.

Coerente com essas posições, o DAP vem atuando nos estados para implementá-las, tomando iniciativas para unir o partido na via da candidatura própria, como mostram os exemplos de Pernambuco e Mato Grosso.

Em meio ao combate pela constituição dos Comitês Lula Livre, o DAP busca ajudar o partido, nos estados, com candidaturas que ajudem a fortalecer a luta por Lula Presidente.

Publicamos abaixo entrevista com o Henrique Lima, integrante do Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista e da Coordenação estadual do DAP em Pernambuco. Henrique Lima é um dos articuladores do apoio à pré-candidatura de Marília Arraes.

henrique lima pe 2

 

Henrique Lima com Lula

 

“A hora é de união”

DAP – Por que vocês defendem a candidatura da vereadora Marília Arraes a governadora pelo PT?

HL – Os grupos de base do DAP de­fendem desde o início desse processo uma candidatura própria do PT por entender que é o melhor caminho para o partido aqui no estado. Entendemos assim porque essa é a estratégia que está de acordo com as resoluções do 6º Congresso e que mais fortalece a luta para a campanha do presidente Lula. Em todos os nossos grupos o entendimento foi que o nome da companheira Marília é o melhor para essa disputa pela defesa que vem fazendo da democracia e do Lula, sua posição em relação ao governo do PSB e pela aceitação que o nome dela vem mostrando na base do partido.

DAP – Setores do partido que defen­dem o apoio ao governador Paulo Câma­ra, candidato à reeleição pelo PSB. Como a base do partido vê essa possibilidade?

HL – O problema central não é a alian­ça com os outros partidos da esquerda, que deve sim ser buscada em todos os estados, mas a situação do PSB de Pernambuco e o seu atual governo. Aqui no estado, os parlamentares do PSB vo­taram a favor do golpe, se dividiram nas reformas trabalhista e da Previdência. Em muitos aspectos, o seu governo é alinhado com as políticas de Michel Te­mer e a base PT faz oposição em quase sua totalidade ao governador.

DAP – Como você acha que deve ser a campanha dos candidatos do PT, num momento em que o partido sofre uma pesada perseguição?

HL – Hoje, a tarefa mais importante de todas e todos os petistas é a luta pela liberdade do presidente Lula e pelo direito de concorrermos com ele à Presi­dência.

Sabemos de toda a dificuldade para vencermos a perseguição jurídica contra o presidente, que a direita nem se incomoda mais em disfarçar, mas essa é a melhor estratégia. A eleição de Lula é a única forma de conseguirmos vencer a disputa e acabar com o desmonte que o golpe vem promovendo nos últimos dois anos. Em todas as áreas, temos argumento para mostrar como esse governo ilegítimo piorou a vida de todas e todos ao acabar com nossa economia e retirar os direitos da classe trabalhadora, da juventude, das mulheres, dos negros e negras, da população LGBT.

DAP – O clima político está mudando?

HL – Apesar da perseguição que vivemos, as pesquisas mostram que grande parte da população já entendeu o que aconteceu no Brasil e passou a confiar menos nos meios de comunicação e no Judiciário. O número de filiações ao PT vem crescendo e toda essa mudança pode ter um reflexo eleitoral para o partido. Ainda assim, a campanha deste ano vai exigir de nossas candidatas e candidatos mais trabalho junto às nossas bases e a utilização de todas as ferramentas de comunicação, a importância da nossa militância nessa campanha, o trabalho corpo a corpo e o bom uso das redes sociais. A palavra de ordem é união. Encerrado os encontros eleitorais, precisamos estar juntos focados na ideia de eleger nossos candidatos aos governos e fazer a maior bancada possível na Câmara e no Senado para dar sustentação ao próximo mandato do presidente Lula. Nossos adversários estão do outro lado da trincheira e apesar de não conseguirem um nome comum e forte para a eleição, estão unidos em torno da ideia de impedir Lula de ser candidato e presidente novamente

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