Diálogo Petista 58

OLÍVIO:

“UM PROJETO TRANSFORMADOR

E NÃO ACOMODADOR”

Olivio em POA

Dia 26 de maio, durante o Congresso Estadual da CUT-RS, foi realizado, em Porto Alegre, um debate com Olívio Dutra, promovido pelo Diálogo Petista, com apoio do DM do PT/Porto Alegre, no Sindicato dos Petroquímicos de Triunfo – RS.

A atividade contou com a presença de cerca de 30 companheiros e teve entre os seus convocantes Danilo Caçapava – Coordenação Nacional do Diálogo Petista – e Laércio Barbosa – Direção Estadual do PT/RS, que compuseram juntamente com Olívio a mesa do Debate.

Na sua fala inicial, Olívio, referindo-se à relação entre os mandatos e o partido: “Queremos ganhar eleições, ok. Mas, com um projeto transformador e não ‘acomodador’. Temos problemas com as correntes baseadas em cargos e mandatos, engolidas pela institucionalidade. Tem cidades onde o PT gira em torno de gabinetes. Perdem-se as eleições, some o partido. As instâncias estão submergindo. Vale mais o poder dos mandatos. Os políticos devem nos representar e não substituir o partido”.

Sobre a relação do partido com os movimentos sociais: “Os governos, mesmos os do PT, ‘estranham’ a ação dos movimentos sociais. Mas, na estratégia, apoiamos os movimentos sociais. Quando estamos nos governos, somos jogados no centro da contradição de um Estado feito para atender os interesses privados.

O PT não pode abrir mão da luta pelas 40 horas, mesmo que os governos não possam fazer. O mesmo vale para a reforma agrária. A propriedade não é sagrada. O partido tem que fazer pressão. A estrutura do poder não foi alterada. Dilma não vai conseguir, mas o PT pode fermentar”.

Sobre a relação Constituinte e governabilidade: “Em 88, a Constituinte estabeleceu uma aura em torno da propriedade em oposição à função social. É necessária uma Constituinte. Não está madura, mas pode ficar. Reforma agrária só com Constituinte exclusiva. O PT não pode ser engolido pela governabilidade. Caímos na ‘política dos negócios’, como os partidos tradicionais”.

Durante o debate, as intervenções dos presentes tocaram em vários problemas gerais e locais: falta de democracia no PT, paridade, Piso nacional, 40 horas, ameaças de expulsão de sindicalista etc. Foi ainda anunciado pela mesa o ato Haiti e a iniciativa do DP de carta dos pré-candidatos do PT (abaixo).

Na sua fala de encerramento, a declaração de Olívio abordou questões importantes, entre elas merece registro a questão das isenções: “As isenções não trazem benefício, a não ser para os empresários. Inclusive, para poder se comprometer e construir as condições para pagar o Piso do Magistério, as isenções fiscais precisam ser revistas.

Numa reforma tributária tem que mudar a tributação que é injusta para com os pobres. Mantendo a política de isenções, Dilma não vai tirar os 16 milhões mais pobres da miséria”.


 

Veja como foi o “Debate com Olívio”

em São Paulo – 14 de maio

 

 

 

(agradecemos a Beto Zochi e equipe pela filmagem do evento)


 

NOVAS ADESÕES À DECLARAÇÃO

DE PRÉ-CANDIDATOS DO PT

A Declaração, lançada pela Coordenação do Diálogo Petista e pela vereadora e pré-candidata Juliana Cardoso (SP), ganha novas adesões. Instrumento de discussão política e de agrupamento, a declaração vai se tornando um ponto de unidade expressar uma política de defesa da nação e da independência da classe trabalhadora, lançando a preparação do 5º Encontro Nacional do Diálogo Petista.

ROMEL GIMENES, do Forum Nacional de Luta por Moradia e pré-candidato a vereador em São Paulo: “Na declaração existem pontos que eu tenho concordância: é necessário abrirmos concursos públicos, não podemos defender uma política neoliberal de enxugamento, terceirizando e precarizando os serviços de saúde, de assistência, da educação, do esporte, cultura e lazer, afinal de contas esta é a política do PSDB e DEM. Por exemplo, os 23 Centros Educacionais Unificados (CEU) na gestão da Marta (PT) foram contratados inúmeros oficineiros etc., não concursados. Perdemos a eleição e este trabalho foi perdido pela demissão deles.

Em relação às ONGs, é preciso resgatar o funcionário público e não terceirizar, principalmente na saúde, educação e na política de assistência social.

Também é preciso lugar pela reposição das perdas salariais do funcionalismo público de 47,56% – uma política de valorização com aumento real de 15% e mudança na lei salarial.

RICARDO JARRINHA, metalúrgico, pré-candidato a vereador em São Caetano do Sul: “Assino a declaração de pré-candidatos do PT a eleição, pois ela toca em pontos importantes para os petistas. Por exemplo, minha briga para que o PT de São Caetano tenha candidato à prefeito, sem se subordinar ao PMDB ou outro partido das elites.

Sou metalúrgico da GM e diretor do sindicato de São Caetano, minha candidatura é expressão de inúmeros trabalhadores da GM e da cidade de ter um vereador que não poupe esforços em defender os empregos na cidade, combatendo a desindus-trialização que ameaça os trabalhadores, lutar por um plano de carreira para o funcionalismo publico e batalhar para que a juventude tenha seu primeiro emprego, acesso a cultura, esporte e lazer criando uma política de enfrentamento as drogas que destrói nossos jovens.”

BRASILIDIO CARDOSO, sec. geral do DZ da Vila Maria, pré-candidato a vereador em São Paulo: “Concordo com a declaração em número, gênero e grau. O PT nasceu para brigar pelos trabalhadores pobres e oprimidos de todos os segmentos do Brasil. Devemos sair com candidaturas próprias e genuínas, se
m aqueles partidos que só querem nos sugar em tudo e esfaqueiam as nossas candidaturas pelas costa, como fazem o PMDB, PSD, PDT…

Não podemos deixar que nos esfolem vivos, através dos cartéis disfarçados de grupos e consórcios, onde nascem as Organizações Sociais, ONGs, Parcerias-Público-Privadas, com contratos de prestação de serviços com mais de vinte anos, para tirar do povo tudo.

GUTO, militante do PT do Campo Limpo, pré-candidato à vereador em São Paulo Assino a declaração porque me identifico com as propostas do PT das origens, não esquecer daquilo que a gente acredita.

Sobre o PT nestas eleições municipais, acho um absurdo alguns aspectos, a gente fica indignado. É necessário ouvir todos os segmentos da sociedade, mas não fazer alianças rifando o nosso partido.

Penso que é preciso garantir oportunidade para todos, com educação, passe livre, vagas nas universidades publicas.

Tem vários terrenos na periferia que poderiam ser cedidos para construir universidades pelos governos, com cursos para os jovens da periferia.

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