DAP alerta: direito de voto está ameaçado

O 15º Encontro Nacional do PT, realizado no dia 20 de julho, esteve muito longe de colocar o partido à altura de suas responsabilidades diante da aguda crise nacional.

Foi um evento virtual, com a participação de pouco mais de 600 delegados dos mais de 800 inscritos. Pouco mais de 100 permaneceram até o final.

Mais grave foi a total insuficiência da discussão política. Enquanto os muitos oradores se sucediam, era realizada a votação (virtual) da única questão a ser deliberada no encontro: sobre a chapa majoritária (incluindo o vice Alckmin), as alianças e as diretrizes programáticas. 

Cabia aos delegados apenas homologar as decisões do Diretório Nacional. O DAP votou a favor da resolução, registrando em ata. Sua ressalva em relação a três pontos (Alckmin, alianças e diretrizes), deixando claro, entretanto, que fará a campanha para eleger Lula com todas as suas forças.

No final esvaziado do Encontro, foi lido um texto sobre conjuntura, fruto de um consenso entre as várias tendências, do qual o DAP declinou participar.

Alerta!

Falando pelo DAP, Markus Sokol, da Executiva nacional do PT, leu o Compromisso aprovado por aclamação no ato nacional Constituinte com Lula, promovido pelo DAP no dia 2 de julho, em São Paulo, com mais de mil participantes. Em seguida, mostrou como, nas semanas seguintes, a crise se aprofundou, com a aprovação do estado de emergência e o recrudescimento das ameaças golpistas de Bolsonaro: “O direito de voto está em questão, ameaçado por um dos poderes com a omissão dos demais”.

Alguns dirigentes do PT dizem que Bolsonaro está blefando. Sokol questionou: “Quem pode garantir que é blefe? Quem pode saber até onde os militares estão dispostos a ir?” Afirmou que os atos de intimidação e violência, como o assassinato do petista Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR) não são casuais, eles criam um clima propício à intimidação, que pode facilitar o golpe.

Por fim, Sokol disse que o PT não pode confiar nessas instituições apodrecidas, nem no MDB, muito menos nos embaixadores. “Não vão ser os embaixadores, e nem mesmo o embaixador norte-americano, que vai dar posse a um governo Lula legitimado pelo povo. Nunca foi assim, não será agora”. Defendeu que devemos abrir canais para a resistência popular se manifestar. Propôs a realização de um grande comício público da campanha Lula o quanto antes.

Em tempo: o PT anunciou dia 25 que promoverá um grande comício Lula dia 20 de agosto, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

Página do DAP no jornal O Trabalho, edição 904

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