Nota do AcIT sobre a Venezuela

Maduro gana las presidenciales de Venezuela con casi seis millones de votos

 

Em um clima tenso em toda a América Latina, as eleições da Venezuela são  de uma importância singular na luta pela  soberania nacional contra  o  subjugo do imperialismo, expresso no  assedio das multinacionais  do  petróleo que  também o fazem em nosso país com o  advento  do golpe de Estado que  se  traduz neste  momento  com a políticas de preços na  Petrobras que  o  governo golpista de Temer tenta  impor ao povo, mas  encontra  uma enorme resistência.  Neste contexto reproduzimos a nota do “ACIT” (Acordo  Internacional dos  Trabalhadores e dos Povos) sobre as eleições Venezuelana. O  Diálogo e Ação  Petista é signatário deste  acordo de organizações políticas de todo  o mundo e participa de seu recém formado  Comitê Internacional de Ligação. É por  isso que  apresentamos a todos os companheiros do Partido dos  Trabalhadores para que  este documento ajude  na reflexão sobre a situação venezuelana e de toda  a América  Latina.

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Tirem as mãos da nação venezuelana!

No domingo, 20 de maio, ocorreram as eleições presidenciais na Venezuela. O Conselho Nacional Eleitoral apresentou os resultados: 68% dos votos para o presidente em exercício Nicolas Maduro e 21% para Enrique Falcon, que propôs a dolarização da economia do país. Isso,apesar do boicote de uma parte da oposição e das ameaças da administração Trump e dos governos subservientes dos Estados Unidos na América Latina.Tal como as instituições e governos europeus ameaçaram não reconhecer os resultados eleitorais e aplicar novas sanções, enquanto quase 47% do eleitorado participou das eleições, com um total de 9,2 milhões de votos.
Imediatamente após o resultado, 14 governos da América Latina não “reconheceram” e chamaram para consulta seus embaixadores. E é exatamente a situação de países como a Colômbia, o Peru ou o Chile, nos quais o índice de abstenção nas últimas eleições são também elevados.
As ameaças de uma intervenção ainda mais direta contra a Venezuela foram anunciadas. O almirante Kurt Tidd, comandante em chefe do Comando Sur, com base em Honduras, disse que considera necessário “derrubar a ditadura venezuelana”. O próprio Trump tomou novas medidas para asfixiar financeiramente o país e bloquear as exportações de petróleo para os Estados Unidos.
Declarações como essas se multiplicaram tanto de parte do governo golpista do Brasil como de Rajoy na Espanha (onde o ex-tesoureiro do Partido Popular, seu partido, foi condenado a 33 anos de prisão por corrupção).
O voto da maioria dos trabalhadores da Venezuela tem um sentido muito claro: os trabalhadores se apropriaram da principal promessa de Maduro durante sua campanha eleitoral, de retomar nas mãos a economia para recuperar e melhorar os serviços públicos, a saúde, a educação nacional, os transportes, os salários e para a defesa e aplicação do código do trabalho (lei chamada LOTT).
Essa é a razão pela qual o imperialismo estadounidense bem como seus prepostos nega aos trabalhadores e ao povo venezuelano o direito de decidir seu destino, de escolher livremente seu presidente.
A defesa da soberania da nação venezuelana, cujo pilar central é o povo trabalhador, envolve os militantes e as organizações que, na América Latina e no mundo, combatem pelos direitos dos povos e dos trabalhadores, contra o imperialismo e os governos a seu serviço.
O Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos, na véspera da reunião de constituição do Comitê Internacional de Ligação e de Intercambio (CILI), que se realizará em Paris em 8 e 9 de junho, submete a todas as organizações bem como a todos os militantes que participam das atividades do AcIT, a proposta de promover quaisquer ações que eles julguem apropriadas para combater a ingerência imperialista nos assuntos da nação venezuelana, em defesa da legitimidade do voto popular nas eleições de 20 de maio e, portanto, da soberania da Venezuela.

27 de maio de 2018

Os coordenadores do AcIT
Louisa Hanoune, secretária geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia
Dominique Canut, em nome da Executiva Nacional do Partido Operário Independente da França

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