Trabalhadores americanos exigem: não à intervenção na Venezuela!

Os Trabalhadores dos Estados Unidos contra a Guerra lançam uma campanha contra as tentativas de intervenção dos EUA na Venezuela. Eles exigem que o presidente Obama retire a Ordem Executiva que coloca a Venezuela como uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos, que se revoguem as sanções oimpostas ao país latino-americano, o fim das sanções e do financiamento da oposição que tenta desestabilizar o governo democraticamente eleito de Nicolás Maduro.

Leia abaixo a declaração do US Labor Against the War. Divulgue e assine.

Resolução Adotada por US Labor Against the War (Trabalhadores dos EUA Contra a Guerra) contra a intervenção estadunidense na Venezuela

 [A resolução abaixo foi adotada em 25 de março de 2015 pela Direção Nacional do US Labor Against the War.]

 Considerando que em 5 de maio de 2014 o Conselho Sindical de São Francisco (AFL-CIO), uma filial de US Labor Against the War (USLAW), adotou uma resolução caracterizando o governo de Nicolás Maduro como o “governo legítimo, democraticamente eleito da Venezuela” e chamando a que “se respeite a soberania do povo venezuelano, livre de toda interferência por parte do governo do governo dos EUA nos assuntos internos da Venezuela”; e

Considerando que em 18 de dezembro de 2014, o presidente estadunidense Barack Obama assinou uma lei que impõe sanções contra funcionários do governo venezuelano; e

Considerando que em 9 de março de 2015, o Presidente Obama, sem apresentar nenhuma prova, emitiu uma Ordem Executiva declarando que “a Venezuela representa uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos”, além de ordenar sanções contra outros sete funcionários venezuelanos e anunciar que novas sanções (econômicas e financeiras) poderiam ocorrer; e

Considerando que o Departamento de Estado dos EUA destina U$ 5 milhões de dólares por ano – a pretexto de “promover práticas democráticas”- para intervir nos assuntos internos da Venezuela mediante o financiamento de setores de oposição ao governo venezuelano e a seu governo democraticamente eleito, Nicolás Maduro; e

Considerando que Sharon Burrows, secretaria geral da Confederação Sindical Internacional (CSI) – à nossa federação, a AFL-CIO, é filiada – declarou, em 10 de março de 2015 que “não há provas de que a Venezuela ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos”; e

Considerando que Víctor Báez, responsável de organização da CSI para as Américas, declarou que “as sanções externas não ajudarão a resolver os problemas internos da Venezuela, ao contrário, vão piorá-los”, pedindo em seguida que “se respeitem as autoridades da Venezuela democraticamente eleitas”; portanto,

Resolvemos que:

  • o US Labor Against the War (Trabalhadores dos EUA Contra a Guerra) dirige-se ao Presidente Obama e ao Congresso dos Estados Unidos para exigir (1) a revogação das sanções impostas à Venezuela; (2) fim ao financiamento de forças opositoras da Venezuela que tentam desestabilizar o governo de Nicolás Maduro, (3) retirada da Ordem Executiva que coloca a Venezuela na lista de países que representam uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos, e (4) o restabelecimento de relações diplomáticas com o governo democraticamente eleito da Venezuela; e
  • o US Labor Against the War (Trabalhadores dos EUA Contra a Guerra) conclama aos seus filiados, a direção nacional da AFL-CIO e a todas as demais organizações sindicais para que adotem resoluções com essas quatro demandas; e
  • uma cópia da presente resolução será enviada ao Presidente Obama, ao Secretário de Estado John Kerry, aos líderes da Câmara dos Deputados e do Senado, ao presidente da federação sindical AFL-CIO, de la federación sindical AFL-CIO, Richard Trumka.

US Labor Against the War (USLAW)
1718 M Street, NW
Washington, DC 20036

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