AcIT: Fim dos massacres na Palestina!

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O DAP divulga a Declaração do Acordo Internacional dos Trabalhadores (AcIT) – agrupamento internacional do qual o DAP é aderente, sobre o massacre de palestinos promovido pelo Estado de Israel na última segunda-feira (14).

A CUT Brasil também divulgou resolução condenando os ataques. Segue abaixo a declaração do AcIT.

Declaração do Acordo Internacional do Trabalhadores – AcIT

16 de maio de 2018

Trata-se de um verdadeiro massacre promovido pelo exército israelense, que atirou com balas reais sobre uma multidão que se manifestava pacificamente, provocando 60 mortos, milhares de feridos, muitos entre a vida e morte no momento em que escrevemos.

Trump e seus representantes, no mesmo momento, transferiam a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. Trump e seu representante na ONU felicitaram o governo Netanyahou por “ter dado provas de contenção”! A União Europeia, buscando demarcar-se da brutalidade de Trump, condenou as violências, conclamando à contenção das duas partes, como se houvesse igualdade entre os que atiram sobre a multidão e aqueles que se manifestam pacificamente. Ninguém pode ser enganado pelos “argumentos” colocados para reprimir os palestinos, seja o pretexto de luta contra o terrorismo, de segurança ou legítima defesa. Quem pode acreditar um só instante nessas contra-verdades, que visam mascarar o fato que essas manifestações questionam o edifício constituído sob a batuta do imperialismo?

São os mesmos governos que, por conta dos interesses das multinacionais, provocam guerras e conflitos em todo o planeta. Dezenas de milhares de palestinos manifestavam-se contra o bloqueio de Gaza e pelo direito ao retorno. Com efeito, Gaza é a maior prisão a ceú aberto do mundo, um verdadeiro gueto no qual “vivem” 2 milhões de pessoas em 360 km², ou seja, 5.400 habitantes por km², uma das maiores densidades do mundo.

Essa faixa, onde só há eletricidade algumas horas por dia, onde falta tudo, onde não há trabalho, está bloqueada pelo Estado de Israel e o Egito que controlam os muros e cercas de arame farpado que rodeiam a faixa de Gaza.

É contra esse bloqueio que dezenas de milhares se manifestam, eles são em essência descendentes dos 800 mil palestinos expulsos à força de seus vilarejos e casas em 1948, quando da criação do Estado de Israel.

Em todos os territórios onde vivem os palestinos, na Cisjordânia, na Galileia, dentro das fronteiras de 1948 (Estado de Israel),

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Antes e depois do acordo da ONU em 1948

a emoção atingiu o seu máximo e manifestações são realizadas demonstrando que é todo um povo que é golpeado e se levanta contra a repressão e a opressão. A juventude palestina, que rejeita tudo o que lhe pretendem impor, que não reconhece as diferentes “soluções” que pretendem ser dadas, se mobiliza maciçamente pois não tem outro caminho.

A Marcha do retorno levantou, com efeito, a questão do direito para os palestinos de voltarem para seus vilarejos e casas, tanto para os que estão em Gaza, para os da Cisjordânia, para os do Líbano, da Jordânia ou da Síria…O direito ao retorno diz respeito a 6 milhões de palestinos exilados, encerrados em campos, submetidos à opressão e à repressão. Essa reivindicação se choca com todos os acordos feitos sob a égide do imperialismo dos Estados Unidos. Os numerosos militantes palestinos que participaram da Conferência Mundial Aberta contra a Guerra e a Exploração em dezembro de 2017 em Argel afirmaram claramente: os acordos de Oslo em 1993, a divisão em pedaços do território palestino sob controle da Autoridade Palestina, se erguem contra a soberania e o direito à nação para os palestinos. O conjunto desse dispositivo visa, na realidade, proteger o ocupante israelense e reprimir o povo palestino.

Vinte e cinco anos se passaram desde esses acordos de Oslo, apresentados como “solução”, e o povo palestino continua a ser reprimido, golpeado, massacrado. Não há outra via para estabelecer a paz nessa região, senão colocar fim ao apartheid contra o povo palestino. É por isso que apoiamos incondicionalmente o direito ao retorno para todos os refugiados palestinos para suas vilas e casas de origem, o direito à terra, o direito à soberania nacional.

Apoio incondicional ao povo palestino!

Conclamamos o conjunto dos militantes e organizações que participam das atividades do Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos a ocupar a primeira linha no combate em defesa do povo palestino contra os massacres promovidos pelo exército israelense com apoio de Trump.

Os coordenadores do AcIT

Louisa Hanoune, Secretária-geral do Partido dos Trabalhadores (Argélia)

Dominique Canut, membro da secretaria nacional do Partido Operário Independente (França).

contato:s eit.ilc@fr.oleone.com

no Brasil: julioturra@cut.org.br

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