Diretório Nacional do PT: “Libertar Lula para o povo poder votar nele”

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Reproduzimos artigo de Markus Sokol, membro da Coordenação do Diálogo e Ação Petista e da Executiva e Diretório Nacional do PT, publicado no Jornal “O Trabalho”, sobre as resoluções da reunião da Direção Nacional de 23 de abril, em Curitiba. Nesta reunião estiveram presentes os 3 Membros do DAP no Diretório Nacional, Misa Boito, Marcus Sokol e Luis Eduardo Greenhalgh. Consideramos este artigo muito importe para orientar os militantes petista para a luta em defesa da candidatura do presidente Lula e por sua liberdade.

O Diretório começou ouvindo o cientista político Marcos Coimbra explicar que as pesquisas após a prisão de Lula (Ipsos, Data Folha e Vox Populi), todas mostram o mesmo: Lula manteve a liderança, com uma oscilação no setor intermediário (“um terço”) que não votava, mas não era hostil, e se preocupou com a injustiça e truculência do juiz Moro. O que batia com a percepção das ruas de várias das lideranças presentes.
O debate na instância acolheu algumas das propostas trazidas do Diálogo e Ação Petista, e resultou na resolução sintetizada abaixo, que pode ser resumida na frase “a principal tarefa é defender a inocência de Lula, lutar por sua liberdade e fazer valer o direito do povo de votar no seu maior líder nas eleições presidenciais”.

Melhor que a nota da Executiva anterior, a resolução se concretiza em 19 tarefas, orientando diretórios e bancadas sobre o apoio prático à militância, e enseja uma colaboração mais clara, não subalterna, com as frentes, a Brasil Popular, a Povo Sem Medo e a Democrática. Embora esse conjunto positivo ainda não seja um Plano de Ação completo.

Mas o foco é “dialogar mais com a população” para disputar setores disponíveis através dos Comitês e Diretórios, antecipando o lançamento de Lula à presidência.
Positivo também, ninguém falou mais em “ações exemplares”, o que antes ou cobria uma certa impotência face ao golpe, ou a falta de compreensão dos limites dados pela conciliação dos 14 anos dos governos Lula e Dilma, que dificultava mobilizar e liberar toda a energia popular contra o golpismo.

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Agora, a candidatura de Lula, mesmo preso, mas com uma plataforma inspirada nas bandeiras do 6o Congresso do PT (Constituinte, principalmente, retomada por Lula no histórico discurso de São Bernardo em 7 de abril), deve ajudar a chegar lá.
Negociar a prisão para um Lula “bonzinho”?

O principal debate neste Diretório foi com certas lideranças da Mensagem e do CNB que separavam a luta pelo ‘Lula Livre’ da luta pelo ‘Lula Presidente’ em duas agendas e até dois movimentos.

Essas duas consignas podem até não agradar igualmente ao “plano b” e a certos aliados com candidato próprio para disputar o suposto espólio de Lula.
Mas o DN não embarcou na sepa¬ração. O PT vai criar um único movi¬mento que, lutando pela libertação de Lula, conduza à sua eleição. Até porque, qualquer “plano b” dividiria o PT.

Foi o ministro Gilmar Mendes do STF quem havia sugerido “negociar” a prisão de Lula pela sua saída da disputa eleitoral. Mas Lula voltou a recusá-la, agora, na carta da prisão lida no DN, onde pede liberdade por ser inocente e não para ficar “bonzinho”, como disse.

Por isso, a resolução conclui corretamente “Lula Inocente, Lula livre, Lula Presidente!”.

Markus Sokol

Clique aqui e leia a resolução do DN-PT de 23 de abril

Um comentário sobre “Diretório Nacional do PT: “Libertar Lula para o povo poder votar nele”

  1. Um feliz e bem politizada Resolução que deveria ser levada aos sindicatos para distribuição e discussão as entidades com vistas a promoção da união em torno da candidatura Lula. É a resistência necessária para ão nos curvarmos aos ditames de uma prisão infame que demonstra todo o seu caráter eleitoreiro, antecipando, ao meu ver, as eleições de outubro pelas vias burocráticas. Não é próprio da esquerda curvar-se a determinismos de grupos que assaltam a democracia. roubam nossos votos e querem que sigamos a sua cartilha de eliminação do maior líder político dos últimos tempos com repercussão internacional, fazendo nós mesmos a inculta divisão com candidaturas que venha esfacelar a unidade de esquerda. Esse esfacelamento dá curso e compõe a “Eleição sem Lula é fraude” de forma leniente e aceitável da vergonhosa proposta da direita corrupta encastelada nos poderes. Embarcar em candidaturas que substituam a candidatura Lula é ouvir e gostar do canto da sereia eleitoral e demonstrar ingenuidade política no momento em que a maturidade política deve vicejar. Não participar das eleições é atitude maior que perder com candidato alternativo, viabilizando o falso sentido de democracia das urnas. Viva a resistência!!! Lula na Presidência.

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