Beto Richa caloteiro, cadê o meu dinheiro?

O fim do ano chegou com uma péssima notícia para 37 mil trabalhadores e trabalhadores da educação pública do Paraná: o governo simplesmente deixou de pagar o salário, o que deveria ser feito no dia 30 de dezembro. O fato provocou uma rápida mobilização da categoria, principalmente a partir do Nucleo Sindical Curitiba Sul da APP-Sindicato. Dezenas de sindicalistas foram à rua no centro da cidade fazer panfletagem contra o calote do governador Beto Richa.

Os 37 mil trabalhadores que ficaram sem receber fazem parte do PSS (Processo Seletivo Simplificado), ou seja, não são concursados e, portanto, aqueles com menos direitos e menores salários. O governo garante que pagará até dia 9, sexto dia útil do mês. Mas o prejuízo causado aos trabalhadores é irreversível.

Em reunião realizada na terça-feira, o Núcleo Curitiba Sul recebeu o apoio da direção geral da APP-Sindicato e da CUT/PR

Os sindicalistas montaram uma barraca na Boca Maldita, distribuíram um planfleto, “Beto RIcha caloteiro”, e fizeram um bazar solidário, com roupas, calçados, livros, revistas e bijuterias, tudo a R$ 1,00, para ajudar os professores e professoras sem salário. Receberam o apoio da população que passava pelo local.

Segundo Déborah Fait, da direção do Núcleo Curitiba Sul e integrante do Diálogo e Ação Petista, “não podemos deixar que o governo implante sua política de ataques brutais aos trabalhadores”. O próximo passo do movimento é uma concentração em frente à Secretaria da Fazenda.

O governador Beto Richa, reeleito em primeiro turno, parece querer mostrar-se como o campeão dos ataques aos direitos dos trabalhadores. Outras categorias também tiveram seus salários atrasados ou cortados. Richa importou para seu secretário da Fazenda Mauro Ricardo, que ocupou o mesmo cargo para o prefeito ACM Neto, de Salvador, e que, mesmo antes de assumir, já havia anunciado uma política de arrocho. Mauro Ricardo ficou tristemente célebre por ter lamentado que não se use mais o pelourinho para cobrar os devedores.

E agora, governador e secretário, caloteiros e devedores, aceitam colocar-se no pelourinho?