Diálogo Petista 39

Reuniões nos estados impulsionam
Diálogo Petista no Brasil

Organizações Sociais, política de alianças, reforma política, as reuniões do Diálogo são uma oportunidade para os militantes discutirem os problemas e os meios para organizar a luta. Nessa edição, reportamos reuniões realizadas em três capitais de Estado.


Recife decide reforçar a luta contra as OS’s

Foi em 26 de abril na sede do PT , a reunião de volta do 3º Encontro Nacional. Com 15 presentes a reunião prestou contas e discutiu as iniciativas.

DP39ReuniaoPernambuco

A mesa foi composta por Edmilson Menezes, membro da Coordenação Nacional do Diálogo, e pelo Dr. Antônio Jordão, secretário geral do Sindicato dos Médicos de PE.

Edmilson Menezes apresentou os resultados do Encontro com base no Manifesto aos Petistas. A palavra foi passada ao Dr. Antônio Jordão que iniciou: “Fico contente por poder participar desta reunião a convite de companheiros do meu partido para discutir esta questão. Fico feliz em poder constatar que o partido está voltando a discutir questões que remetem às suas origens”.

Explicou que “na Constituição de 88 conseguiu-se uma vitória parcial, fazendo com que o serviço de saúde fosse preferencialmente estatal, e que a rede privada só ficasse como serviço da rede complementar”, mas, acrescentou, “como a orientação hoje do sistema é desmoralizar os serviços públicos para desmontá-los, privatizá-los, arrumaram uma brecha para o setor privado entrar no SUS; e, foi aí, entrou a Lei das OS’s”.

Disse que “no STF, mesmo com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra a Lei das OS’s, ministros do Supremo, como Ayres Brito, já absorveram o projeto ‘neoliberal’”, e, concluiu, “só há como abrir uma saída na discussão e na mobilização”. Questionou ainda a postura da presidente Dilma em relação às privatizações, perguntando “Como me elejo com uma bandeira e faço diferente?”, para cobrar a direção do PT: “a postura petista deveria ser a de não ficar prisioneiro das alianças”.

Sobre a proposta de um Comitê Nacional pela Revogação da Lei das OS’s disse que “é necessário ampliar essa discussão e incorporá-la na Frente Nacional Contra a Privatização, aproveitando a luta pela aprovação da ADIN que questiona a Lei da OS’s”.

Vários companheiros tomaram a palavra para reforçar a luta contra a implantação das OS’s na área da saúde e, também, na área da educação, onde o governo de Eduardo Campos (PSB) avança, lamentavelmente, com a conivência da direção do PT, que participa do governo do PSB.

A reunião concluiu pela adoção de um Manifesto contra a implantação das OS’s pelo governo de Eduardo Campos, assinado por filiados do PT que atuam nos movimentos sociais, na saúde e na educação, cobrando do PT um posicionamento.

Correspondente


Florianópolis debate a reforma política

No dia 3, no auditório do Sintespe-SC, realizou-se uma atividade com Markus Sokol, membro do Diretório Nacional, acerca da reforma política, convocada pelo Diálogo da região. Entre os participantes, sindicalistas, lideranças do movimento popular e o 1º suplente de vereador, o Lino Peres.

A discussão foi bastante rica, tendo Sokol explicado detalhadamente a consigna democrática de “um homem, um voto”, única maneira de resolver as atuais distorções na proporcionalidade de representação entre os Estados no Congresso, além da aberração do Senado. Distorções advindas diretamente do “pacote de abril” da  ditadura militar.

Debateu-se como a Constituinte Soberana pode ser o meio democrático de dar soberania à maioria da nação para realizar medidas de alcance social como a reforma agrária, a reestatização do que foi privatizado, e o fim do superávit primário.

Foi lembrada a aprovação do famigerado Código Florestal, no atual Congresso dominado pelo agronegócio, e ressaltado a ameaça de fatiamento em três do estado do Pará que iria acentuá-lo.

Uma conclusão do debate foi reunir uma coordenação regional do Diálogo para encaminhar um grande debate no partido sobre as controvérsias da reforma, de modo que os militantes petistas pudessem conhecer e julgar as diferentes posições.

Correspondente


Salvador: “Alianças entre os desiguais só dá tragédia”

No último dia 30, na sede do PT, foi realizada a reunião de volta do 3º Encontro Nacional, convocada por Lourival Lopes, da Executiva estadual do PT, Adilson de Jesus, da Oposição Hoteleira Cutista, Edenice Santana, do DM e pelo deputado estadual Yulo Oiticica, contou com a presença de 28 militantes, dentre eles, presidentes de zonais e militantes de setoriais, sindicalistas e jovens.

Na prestação de contas, Adilson disse que se sentia satisfeito “por ter encontrado lá tanta gente que pensa igual a nós” e concluiu sua fala afirmando que “o PT é o caminho para a classe trabalhadora”. Para Lourival Lopes, “o Diálogo é um importante espaço de livre discussão entre militantes de diversas origens no PT, e que buscam uma saída, agindo em ações como a luta pela revogação das OS’s utilizada pelo governo  Wagner nos hospitais públicos”.

Outros militantes colocaram a importância do PT alertando para o perigo que as alianças. Para a professora da rede municipal Ana Cristina, “alianças entre os desiguais só dá tragédia. É como um casamento entre pessoas que tem interesses distintos”. Edgard, coordenador do setorial de educação, comentou que “O PT tem-se distanciado das suas bandeiras históricas. Não sou contra fazer aliança, mas é preciso saber sair delas”, e  concluiu a respeito da atual política de alianças: “o partido está afundando”.

Diversas mobilizações em curso no Estado, como professores pelo Piso, docentes das universidades estaduais, servidores da saúde etc., também foram pauta no Diálogo.

José Maria, fundador do PT e atual presidente do Sindicato dos Motoristas, afirmou: “Estou preocupado com o PT. O governo implantou política ruim: as alianças. O servidor estadual está em situação preocupante e não concordamos. A educação é uma prioridade e o governo não se preocupa. Wagner parece que passou para o lado de lá. Vai pagar caro as alianças. Veremos nas próximas eleições”.

Sobre as eleições de 2012, a professora municipal e estadual, Antônia Sampaio, resume bem o sentimento dos presentes: “Queremos uma prefeitura para fazer o que não foi feito”.

Os presentes decidiram batalhar nas instâncias do PT e nas entidades pela aprovação das moções de solidariedade as mobilizações dos professores de Fortaleza e servidores de Alagoas, bem como em apoio aos docentes das estaduais, ratificando a posição da CUT Bahia.

Maíra Gentil