Diálogo Petista 27 – 19 setembro 2010

3º ENCONTRO NACIONAL ‘DIÁLOGO PETISTA’

Está circulando a convocatória do 3º Encontro a se realizar em São Paulo, em março do próximo ano.

Ela é encabeçada por Raimundo Dutra (sindicalista rural, Executiva PT-Maranhão), João Moraes (coordenador da FUP), Gilney Viana (Coletivo Sec. Meio Ambiente), José Parente (Confed. Ass. Incra), Adriano Diogo (deputado estadual SP), Renato Simões (CEN-PT), Danilo Toio Caçapava (CUT-RS), Fernando Nascimento (deputado federal PE) e Markus Sokol (DN-PT).

Sob o título “VOTO PT, O ÚNICO CAMINHO!” a convocatória questiona “como avançar com o ‘acordo nacional com o PMDB’, aliança (que) amputa nossas bancadas e ameaça o próprio PT”.

Mas afirma claramente que “o povo trabalhador de nosso país não quer a volta dos demo-tucanos privatistas.

De nossa parte, reafirmamos nosso engajamento na vitória de Dilma do PT, contra Serra. Com suor e luta, obtivemos conquistas como o aumento real do salário mínimo e piso nacional dos professores, vagas nas universidades públicas. Mas para erradicar a pobreza é necessário avançar e libertar a nação da herança de décadas de pagamento da dívida e de subordinação ao imperialismo”.

Para tanto, chamando ao “voto nos candidatos do PT, como parte da luta por um verdadeiro governo do PT, hoje o único caminho para avançar”, ela levante, entre outros pontos:

Petróleo prá Petrobras 100% Estatal,

Reforma Agrária,

Jornada de 40 horas,

Solidariedade ao Haiti com médicos, engenheiros e técnicos, e não com tropas.

Entre as primeiras adesões que começamos a divulgar, estão:

PARAÍBA:  Luiz Couto, deputado federal, Marinilson Batista, candidato a deputado estadual, Fernanda Benvenutty, candidato a deputado estadual

BAHIA: Vania Galvão, vereadora de Salvador e candidata a deputada estadual, Joseph Bandeira, deputado federal

 

 

“A militância não entrou na

campanha do Hélio Costa”

image Candidato a deputado estadual pelo PT em Minas Gerais, Labernert, 26 anos, está no segundo mandato de vereador em Santos Dumont, sendo membro da direção do DCE da Federal de Juiz de Fora e da Juventude do PT.

DPComo a juventude vê as candidaturas do PT nestas eleições?
Labenert – Parte da juventude está desiludida com a política. Uma candidatura jovem expressa a idéia de renovação tão importante para este setor, abrindo uma possibilidade de envolvimento dos jovens.
Mas existe um segmento que se identifica com o PT e suas bandeiras. A militância do PT vai além do período eleitoral, está presente no movimento estudantil e movimentos sociais próximos da juventude. Há as questões positivas do governo Lula que também contribuem, ações como o aumento das Universidades e escolas técnicas, e uma política voltada pra especificamente pra juventude. O governo também não promoveu um desmanche do serviço público ou intensificou as privatizações, e a juventude está sempre ligada nestas questões.
Uma candidatura jovem do PT acaba expressando estes sentimentos da juventude, a partir do programa do PT, de ver suas necessidades atendidas.

DP – Como você a questão da defesa do PT?
Labenert
– A todo o momento nosso partido sofre ataques da elite deste país. Eles tem o objetivo de desconstruir o simbolismo e a força social que o partido carrega. Pretendem com isso destruir uma alternativa política da classe trabalhadora. No período de eleição estes ataques se intensificam como, por exemplo, a tentativa do PSDB-DEM impugnar a candidatura da Dilma. Defender o PT é defender um instrumento dos trabalhadores.

DP – Depois da imposição da candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas, o PT se recupera no Estado?
Labenert
– A militância do PT não entrou na campanha do Hélio Costa. Isto mostra que o PT esperava uma candidatura do PT em Minas. As eleições também estão mostrando isso, com 30% do eleitorado sem saber em quem votar.
Caso tenhamos a vitória de Costa será preciso organizar nosso campo, o PT e a base, para ver atendidas as demandas que defendemos, será preciso agir independente do Governo. Sem descartar a possibilidade de romper com ele se não tivermos o nosso programa aplicado.
A imposição do Lula e do PT nacional em prol da eleição da Dilma mostrou claramente uma fragilidade do PT em Minas. Será preciso fortalecer o partido, uma questão posta para a agenda do Diálogo Petista.

 

“Para que os princípios da fundação

sejam colocados”

image Ouvimos Jorge Parada, candidato a deputado estadual em São Paulo. O médico Jorge Parada, 60 anos, é o único vereador do PT em Ribeirão Preto (SP). Candidato a deputado estadual e ligado à corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), ele nos concedeu esta entrevista.

DP – O que acha da carta à candidata Dilma pelas 40 horas sem redução de salário e a atualização dos índices de produtividade da terra?
Parada
– Como está claro, é uma bandeira partidária, acredito que todos os candidatos deveriam assumir essas bandeiras como premissa na luta dentro de um mandato popular.
Na questão especifica de redução da jornada, deve ficar claro nossa posição de defensores de causas dos trabalhadores. Sim, optamos por ser um partido de massa, mas não por perdermos a essência de nossa fundação, e bandeiras como essa sedimentam nossa historia.
Nossa posição na questão sobre a reforma agrária é o que nos faz diferente da direita, e em especial a atualização dos índices, condiciona efetivamente uma avaliação real dos latifúndios, e, conseqüentemente, o apressamento do processo da reforma agrária.

DP – Que conseqüências trazem as Organizações Sociais (OS’s) na Saúde? Eleitos, como Dilma e Mercadante devem abordar a questão?
Parada – Somos contrários a terceirização na Saúde porque ela implica, na maioria das vezes, prejuízos tanto à população, com queda na qualidade do atendimento, como aos funcionários das instituições terceirizadas. Se eleitos Dilma e Mercadante devem rever os contratos existentes com estas instituições e não promover mais terceirizações.

DP – Como vê a iniciativa do 3º Encontro Nacional do Diálogo Petista?
Parada
– Extre
mamente importante para que os princípios de fundação do PT sejam colocados como base de fundamentação para a construção de candidaturas e intervenções na sociedade brasileira.

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