Congresso parlamentar da Global Sumud na Bélgica denuncia genocídio e cobra reparação

Em 22 de abril, parlamentares, altos funcionários da ONU e dirigentes políticos de dezenas de países, se reuniram no primeiro Congresso Parlamentar Global Sumud, em Bruxelas. O encontro ocorreu enquanto uma nova Flotilha Global Sumud navegava em direção a Gaza que, apesar do “cessar-fogo”, enfrenta uma catástrofe humanitária com mais de 18.500 civis necessitando de cuidados médicos e centenas de milhares de crianças que sofrem com desnutrição aguda, devido ao bloqueio imposto por Israel.

“Reunimo-nos não apenas para romper um cerco, mas para desmantelar o sistema que o criou”, diz a convocatória. “Este Congresso afirma que a libertação palestina é fundamental para a justiça global e que a Nakba em curso deve terminar.”

Os ataques israelenses também destruíram hospitais e o bloqueio da entrada de medicamentos agravou muito a situação. A chamada para o evento de Bruxelas aponta que a maioria dos governos do mundo condenou os ataques, mas pouco fizeram para impedi-los. O Congresso Parlamentar convida líderes políticos de todos os países para transformarem a condenação em ação.

Participaram da atividade Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967 (ACNUDH), e lideranças políticas como Jeremy Corbyn, membro do parlamento do Reino Unido; Rima Hassan deputada franco-palestina do Parlamento Europeu pela França Insubmissa; Luísa Hanoune, Secretária-Geral do Partido dos Trabalhadores (Argélia); Dr. Mustafa Barghouti, Secretário-Geral da Iniciativa Nacional Palestina; Sira Rego, Ministra da Juventude e da Infância (Espanha) e Saif Abukeshek, Coordenador da Flotilha Global Sumud, entre outros.

A “Declaração de Bruxelas” publicada pelos organizadores aponta alguns compromissos assumidos pelos participantes. Ela afirma que “dentro de nossos respectivos mandatos e responsabilidades, devemos: agir, individual e coletivamente, para pôr fim à situação ilegal identificada pela Corte Internacional de Justiça por meio de medidas jurídicas, políticas, diplomáticas e econômicas coordenadas; assegurar que nenhuma autoridade pública, entidade privada ou arranjo institucional sob nossa jurisdição contribua, direta ou indiretamente, para a manutenção dessa situação, inclusive por meio de comércio, investimento, fluxos financeiros, aquisições ou cooperação tecnológica.”

Além de “promover urgentemente esforços diplomáticos para garantir a supervisão humanitária e o acesso de organismos internacionais independentes aos prisioneiros detidos ilegalmente em prisões israelenses, e envidar todos os esforços para contestar a imposição racializada da pena de morte.”

E conclui: “A legalidade exige ação. Responsabilização, proteção e o restabelecimento das condições necessárias à vida e à dignidade. Onde o acesso for negado, ele deve ser restabelecido, inclusive por meio de um corredor humanitário marítimo para Gaza. Por meio desta Declaração, comprometemo-nos a traduzir o princípio em prática, do reconhecimento à implementação, na busca por justiça, dignidade e a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação.”
No Brasil já se associaram o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), o deputado estadual Betão (PT-MG) e vereador Bruno Zilloto (PT-Florianópis) – https://gscongress.org/

Marcelo Carlinimembro do Diretório Estadual do PT-RS

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