Diálogo Petista 65

 

AGENDA

Sábado, 24 – 9h: 
9h – 2º  Encontro  Pela  Revogação  das  OS’s

Sindicato  dos Médicos – rua Maria Paula, 78 (SP)

18h,  abertura:  Ato  Público  Em Defesa  do  PT, 

Sindicato  dos  Engenheiros, rua Genebra 25 (SP)

Domingo, 25:
9h,  Plenário  do Encontro

Diálogo   Petista,  

Sindicato   dos Engenheiros – rua Genebra 25 (SP)

 

5º ENCONTRO NACIONAL

AGIR COMO O PT AGIA

 

Catorze Estados confirmam a realização de reuniões preparatórias onde se discute o temário do 5º Encontro, que promete ser o maior já realizado. De fato, nascido da proposta de 18 candidatos a vereador nas eleições municipais de 2008, o Diálogo, neste ano, foi convocado por 60 candidatos a vereador e alguns a prefeito e vice.

O amadurecimento pode ser visto em contribuições, como a de Brasília (abaixo), mas também no impacto de campanhas como pela revogação da lei das Organizações Sociais, inclusive nas eleições em Cuiabá e São Paulo, ou ainda na campanha pela retirada das tropas  do Brasil no Haiti, objeto de uma delegação continental à ONU em Nova York no último dia 15.

O temário do Encontro, além da avaliação da conjuntura pós-eleitoral após 10 anos de governo Lula-Dilma, ainda prevê discutir a Comissão Verdade, o fim dos Leilões de Petróleo, o projeto chamado de Acordo Coletivo Especial que flexibiliza a CLT, e, por fim, o processo de eleição interna do PT em 2013.

Sem substituir nem concorrer com o PT, o fato é que a dinâmica de discussão e as relações estabelecidas levam o Diálogo Petista a cada vez mais agir como o próprio PT agia. Com certeza, uma questão a aprofundar no Encontro, e levar em conta nas propostas organizativas e na renovação da Coordenação Nacional tirada no último encontro.

Quem defende o PT?

Na verdade, hoje a situação exige do Diálogo agir como partido… em defesa do próprio Partido dos Trabalhadores!

Sim, porque face ao brutal ataque do STF, da mídia, do PSDB e mesmo de “aliados”, todos querendo condenar o PT na “ação penal 470”, a cúpula do partido não reage. Não se trata de desagravo, nem de mártires – os erros dos dirigentes, inclusive na montagem das famigeradas alianças, deveriam ser julgados pelos militantes do PT. Mas o ataque hoje é ao PT.

Como disse Vagner Freitas, presidente da CUT, no Diretório Nacional do PT, propondo um ato em defesa do PT, “é preciso reagir nas ruas no nosso terreno”, consciente que depois do PT, como explicou, “atacarão a CUT e os movimentos sociais”. Tem razão também o ex-presidente do PT, José Genoíno, quando diz que “minha conenação é a tentativa de condenar todo um partido”.

A questão é grave. O objetivo do ataque em curso não é moralizar coisa alguma, mas desorganizar e desmoralizar a militância. É vergonhoso o governador Tarso Genro elogiar a “legitimidade” da sentença do STF, tanto quanto a rastejante declaração da ministra Gleici Hoffman de “respeito às instituições”.

Ato em defesa do PT

Até agora, nenhum ato público foi convocado. Mesmo uma simples “nota” da Executiva vem sendo adiada, segundo a imprensa, porque “Lula e Dilma não querem passar 2013 em conflito com o STF”. Mas de que podem servir Dilma e o lulismo sem a força de um PT?

É nessa situação que o Diálogo Petista, após consultas, decidiu transformar a abertura do 5º Encontro, num Ato em defesa do PT, onde também estarão Vagner, Genoino e o deputado Fernando Ferro. Como diz a convocatória:

“Numa situação em que as organizações populares estão ameaçadas por uma escalada de criminalização dos movimentos sociais,  No momento em que o STF conclui a Ação Penal 470, como um julgamento político que pretende condenar o PT, Neste momento, nós repudiamos o julgamento de exceção que pretende preservar a regra, isto é, o funcionamento de uma instituição político-eleitoral marcada pela corrupção sistêmica.

Nós defendemos o PT que ‘nasce da vontade de independência política dos trabalhadores, já cansados de servir de massa de manobra para partidos e políticos comprometidos com a atual ordem econômica’ (Manifesto de fundação), e chamamos à unidade todos os setores dispostos a defendê-lo!”

Markus Sokol

 

 

DP – Brasília

 

Na segunda plenária preparatória, em Brasília, dia 26, participaram 37 sindicalistas e petistas. A discussão enfatizou uma postura firme contra as privatizações, e se posicionou contra aliança com PMDB, criticando o governador do DF, Agnelo, por “não ser petista”. Com petistas que participaram pela primeira vez, a discussão da convocatória, lida e emendada na reunião, permitiu certa homogeneização, e fica como contribuição ao próprio Encontro Nacional (abaixo). Por exemplo, se busca apenas uma “reforma do PED” (processo eleitoral direto do PT), ou o objetivo do DP deveria ser o fim do PED e a retomada dos encontros de base? Ao final, apresentou-se o calendário de plenárias de filiação, e se marcou a última plenária que fechará a delegação que deve ser um ônibus.

“Quem julga o STF e seus ministros? O julgamento do ‘mensalão’ não tornará a se repetir, pois viola as regras mais elementares do direito, como a presunção de inocência, o direito ao contraditório e a exigência de provas.

Os beneficiários do mensalão do PSDB em Minas, FHC e Serra com suas privatizações, Collor, Maluf, José Roberto Arruda, os sanguessugas, a privataria tucana e os outros notórios corruptos podem dormir tranquilos, na certeza de que seus crimes, se depender das instituições herdadas da ditadura militar, jamais encontrarão punição como tampouco serão punidos os assassinos do regime militar.

A exceção foi reservada pelo farisaico STF ao PT, nascido para defender a maioria espoliada do país.

O DF também merece outra política! O governo Agnelo foi eleito pelo povo trabalhador para atender as suas demandas. Mas até o momento tem descaracterizado o PT. Não atende diversas categorias que fizeram greve, como é o caso dos professores que fizeram uma das mais longas da história do sindicato, e mesmo assim o governo só tem enrolado.

Outras instituições!

Se a classe trabalhadora não consegue se constituir como maioria nas atuais instituições políticas, abre-se a possibilidade de discutir a Reforma Política, e outras alternativas, como a de uma Assembléia Constituinte e Soberana, para que o poder econômico não seja quem defina os governantes e pa
rlamentares eleitos, mas o povo.”

Os Encontros de Base poderiam deliberar os rumos do partido para politizar a disputa do PED. As filiações em massa sem compromisso podem ser um ataque ao PT. Não é raro vans e churrascos nos dias de eleição interna. Este tipo de pratica é contraria aos métodos que deram origem ao PT.
 
Junte-se a nós na defesa do Partido lutando pelas bandeiras da fundação do PT!

 

Em Maceió

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