Conferência de Londres Contra a Guerra, 20 de junho

Um comício em Londres com 3000 presentes no icônico Westminster Central Hall, deu sequência ao Comício Contra a Guerra de Paris, em outubro do ano passado, ampliando o número de países para 27 representados. Publicamos flashes do evento com o apelo adotado no comício que conclui com uma agenda de mobilização. Resumiremos na próxima edição a relação dos parlamentares, sindicatos e partidos presentes da Europa e dos EUA.

Nesta Conferência Internacional Contra a Guerra, elevamos nossas vozes unidas: contra a guerra e o genocídio, contra a ameaça nuclear crescente, e pela paz. Nós nos reunimos para tocar o alarme para parar o avanço rumo à guerra, assim como o nacionalismo e o racismo que ela gera. Juntos, dizemos NÃO ao rearmamento e ao alistamento obrigatório, e SIM a sistemas de saúde, educação e serviços públicos devidamente financiados, a empregos dignos e a salários mais altos.

Homenagem ao Dr. Abu Safya, preso por Israel

Reconhecemos e condenamos a cumplicidade dos governos que facilitaram e continuam a permitir o genocídio na Palestina, que alimentaram o terrível banho de sangue e impediram um cessar-fogo na Ucrânia, que atacaram o Irã soberano, o Líbano e o Iêmen, e que continuam a conduzir guerras e intervenções militares em todo o mundo. Milhões de pessoas morreram ou ficaram feridas, infraestruturas foram destruídas, vidas e esperanças foram arrasadas, a fim de salvar o sistema capitalista que gera a guerra e a barbárie.

Não aceitamos o regresso ao caos e à guerra, cuja grande parte é atribuída ao imperialismo americano. Rejeitamos absolutamente a intervenção política e militar de Trump na Venezuela, suas ameaças de guerra contra Cuba. Enfrentamos obstáculos formidáveis e desafios sem precedentes. Hoje, reconhecemos que a única maneira de sermos eficazes diante das forças poderosas que se levantam contra nós, é nos organizarmos internacionalmente e agirmos de maneira estratégica no interesse dos povos. A solidariedade é crucial, assim como a coordenação internacional, com o movimento sindical, para responder aos governos belicistas e ao aumento dos gastos militares. Trabalharemos juntos na elaboração de uma estrutura que permita avançar.

Construir esse movimento é essencial para garantir um futuro para nosso planeta e para a humanidade. Esse é nosso compromisso hoje: organizar um movimento forte pela paz, contra o projeto imperialista americano, e lutar pela vida e pelos meios de subsistência de todos os trabalhadores, por um outro mundo, melhor.

Convocamos a participar de:

  •  dia 10 de outubro pela Palestina, para pôr fim a três anos de genocídio e a décadas de ocupação e apartheid;
  • um fim de semana de ação contra a militarização e o recrutamento obrigatório, nos dias 21 e 22 de novembro;
  • dia de ação dos portuários contra a guerra, em outubro, cuja data será confirmada.”

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