Congresso parlamentar apoia Flotilha a Gaza

No último dia 22, em Bruxelas, aconteceu o Congresso Parlamentar em apoio à Flotilha Global Sumud II. A Flotilha zarpou para Gaza no início de abril dos portos de Marselha (França) e Barcelona (Espanha) com centenas de participantes a bordo indo prestar auxílio ao povo palestino em Gaza.

[Na quinta-feira (30), Israel bloqueou a Flotilha em águas internacionais perto da Grécia. Nota da Redação do DAP]

Participaram do Congresso Louisa Hanoune, secretária-geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia, oradora convidada, ao lado de parlamentares da França, Itália, Espanha, Bélgica, Reino Unido, Suíça, Portugal, Turquia, Senegal, Mauritânia, Indonésia, Malásia, além de ativistas do Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbano e da diáspora palestina.

As falas destacaram que as duas guerras em questão – Irã e Líbano – estão fora do “direito internacional”, denunciando também o bloqueio criminoso de Gaza e elogiando as ações corajosas dos participantes da Flotilha Global Sumud.

Em sua intervenção, Louisa Hanoune destacou as importantes iniciativas tomadas pelo partido individualmente e em associação com a federação sindical UGTA, em apoio aos palestinos. Em 2025, ativistas e líderes partidários do PT participaram da Flotilha Mundial Sumud e da Caravana Sumud Norte-Africana para romper o bloqueio mortal de Gaza.

Louisa também mencionou as eleições: “No meu país, haverá eleições parlamentares em julho próximo, e o PT decidiu participar colocando a questão palestina no centro de sua campanha, além das óbvias questões políticas, econômicas e sociais nacionais. Faremos campanha contra a guerra no Oriente Médio e em todo o mundo, porque é impossível separar o genocídio em curso em Gaza, a política de colonização na Cisjordânia, o deslocamento forçado de populações palestinas, a fome e o bloqueio, incluindo a opressão dos palestinos dentro das fronteiras desde 1948, a guerra contra o Líbano e a guerra americano-sionista contra o Irã… das nossas questões nacionais. Assim como não se pode separar as questões nacionais das agressões contra o Iêmen, a Síria, a Venezuela e a orquestração da fome em Cuba pelo governo Trump… Para nós, a questão palestina é uma questão que diz respeito tanto ao Estado quanto ao povo”.

Ao final do dia, os participantes do Congresso participaram de uma marcha em direção à sede da União Europeia, em Bruxelas. Participaram centenas de manifestantes, muitos deles jovens, alguns dos quais viajaram milhares de quilômetros (Canadá, Guadalupe, etc.). Eles puxaram palavras de ordem enérgicas e impactantes, incluindo: “Parem o genocídio”, “Palestina livre do rio ao mar”, “Somos todos filhos de Gaza”, Somos todos filhos de Beirute”, “Somos todos filhos de Teerã”, “Sionistas, fascistas, vocês são os terroristas”.

A marcha terminou com uma concentração em frente à sede da U.E. para denunciar a recusa da instituição em suspender o seu acordo de associação com o Estado de Israel. A conhecida deputada europeia, Rima Hassan, do partido França Insubmissa (LFI), e Marc Botenga, deputado europeu pelo Partido do Trabalho da Bélgica (PTB), denunciaram a covardia dos dirigentes europeus que se recusaram a suspender o acordo com Israel, amplamente rejeitado pelos povos da Europa. O espírito de várias falar era de que, juntos, os povos podem deter as máquinas de guerra.

PH com informações do jornal Fraternité do Partido dos Trabalhadores da Argélia

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