Basta de violência contra a mulher!

No último domingo, dai 7, em 20 capitais e dezenas de cidades em vários estados, aconteceram atos de mulheres contra o feminicídio e a violência que se multiplicam ano após ano.

Os últimos dias registraram fatos hediondos como o do ex-namorado que arrasta uma mulher atropelada (SP) que teve as duas pernas amputadas, o que repercutiu nacionalmente.

Dados de pesquisas e de instituições de segurança pública no Brasil, apontam uma relação direta entre a flexibilização do acesso à armas de fogo durante o governo Bolsonaro, incluindo para Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), com o aumento do risco de feminicídio, além da violência doméstica. Muitos são os que fornecem as armas para os assassinos.

Mas em São Paulo, as verbas para serviços de atendimento e apoio à mulher terão um corte em 2026 da ordem de 54% em relação a 202, que seriam  completadas, segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), por emendas parlamentares.

Em todo o Brasil, 80% das delegacias de mulheres que deveriam abrir 24 horas desde 2023, conforme decreto do presidente Lula, seguem funcionando precariamente. Em alguns estados, como Minas Gerais, algumas foram fechadas pelo governo de Romeu Zema (Novo).

Com uma presença significativa de mulheres em todo Brasil – quase 10 mil na Paulista -, os atos tinham muitos protestos e depoimentos de violência, mas poucas reivindicações concretas dirigidas aos governantes, os mesmos que fazem hipocritamente muita propaganda e declarações, quando na realidade estão realizando cortes constantes de verbas para os serviços públicos.

O DAP, presente em alguns dos atos, levantou bandeiras como a defesa do aborto legal, da criação das Casas de Acolhimento, das Delegacias de Mulheres com atendimento de 24 horas, reivindicações bem recebidas pelas mulheres.

O PT precisa ocupar um lugar de fato, na luta das mulheres que sofrem com a precariedade dos serviços públicos, com os baixos salários e com a falta da presença do estado na sua proteção contra a violência.

Sumara Ribeiro, Executiva do PT de Minas Gerais

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