Cerrar fileiras com Lula! A podridão tem que acabar!

O presidente do STF, Edson Fachin, atendeu a pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) e deu 24 horas para André Mendonça retirar o sigilo do caso Master. Mas a investigação do Dark Horse de Bolsonaro, também com Mendonça, segue sigilosa. A crise das instituições escalou e não é passageira. É incontestável que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro colocou a República no bolso, não deve ser o único. A velocidade dos acontecimentos impede um artigo atualizado, mas os fatos estão aí.

Há consenso até mesmo entre grandes empresários de que este STF não serve mais. Na quarta-feira (9) a CNI (indústria), FIESP, Fecomércio/SP, CACB (associações comerciais) entre outras 3 mil entidades empresariais publicaram “Manifesto à Nação Brasileira” afirmando que a crise “não se trata de um ruído passageiro.”

Na noite de quarta, uma reunião com Pedro Passos (Natura), Josué Gomes (Coteminas), Jackson Schneider (Embraer, Gol e Avianca, CMBB – metalurgia e mineração), Armínio Fraga (ex-BC), Pedro Malan (ex-Fazenda do governo de FHC), Horácio Lafer Piva (Klabin), Pedro Wongtschowski (Grupo Ultra), entre outros representantes do “PIB brasileiro”, debateu a reforma do Judiciário. Antes disso, haviam publicado um manifesto pelo “afastamento cautelar de quem for formalmente investigado” e pela criação de um “código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação”. Em 9 de setembro, o Estadão seguiu na mesma linha: “Enquanto esse desenho institucional se perpetuar, nenhuma instituição estará segura no País. O STF atual precisa acabar (…)”.

O manifesto dos empresários contrasta com a condescendente nota das Centrais, divulgada ontem (10), com a CUT junto, que nem reconhece uma crise mas defende a “estabilidade institucional”, enquanto a lama transborda por todos os lados. Quem teria coragem de dizer, diante de uma fábrica, que é preciso defender a estabilidade do STF sem ser corretamente enxovalhado pelos trabalhadores que assistem à farra no andar de cima? Essa atitude é coerente, infelizmente, com os apelos educados a Alcolumbre pela votação do fim da escala 6×1.

Enquanto isso, no desfile de 7 de setembro, em Brasília, o presidente do Senado, no palanque, teve que ouvir diretamente do povo que saísse de cima da PEC. Na mesma data, Flávio Bolsonaro reuniu 28 mil pessoas em ato em São Paulo, mas menor que o do ano passado, com boneco de Trump prendendo Lula, bandeira de Israel.

Nessa reta final em direção ao primeiro turno, a primeira coisa a fazer é cerrar fileiras para a eleição de Lula. A segunda é exigir da direção material para a campanha. A terceira é clarificar uma linha para vencer no segundo turno: o povo é quem deve tomar a palavra para responder à crise profunda das instituições apodrecidas. Uma Constituinte Soberana, eleita a partir de uma reforma política radical, está na ordem do dia. A campanha precisa apontar um futuro que livre o país desse lamaçal, colocando finalmente o entulho de Temer e Bolsonaro na lata do lixo, revogue a reforma trabalhista e da previdência, acabe com a terceirização ilimitada, para começar. É de uma ruptura democrática que o Brasil precisa. Na noite de hoje (11), a Secretaria Nacional do DAP irá se reunir para debater a situação e se dirigir à toda militância do partido.

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