Grupos do DAP discutem balanço e concluem que é preciso seguir a luta

Pelo país, iniciou-se uma rodada de reuniões do Diálogo e Ação Petista (DAP) em torno do primeiro documento de balanço das eleições. A militância, empolgada com a vitória extraordinária de Lula embalada pela mobilização das ruas, agora discute como prosseguir a luta com iniciativas que vão desde a preparação da posse em 5 de janeiro até o combate da implementação do fim da escala 6×1.

Em Juiz de Fora (MG), cerca de 50 companheiros se reuniram no dia 4 de novembro. Além dos militantes do DAP, estudantes e trabalhadores que tomavam contato pela primeira vez com o agrupamento, inclusive companheiras que acabaram de se filiar ao partido a partir da mobilização do segundo turno. Eles decidiram iniciar a organização de um ônibus para a posse de Lula, somar-se às panfletagens dos sindicatos na orientarão dos trabalhadores sobre como buscar ajuda em casos de assédio eleitoral e de descumprimento de direitos trabalhistas na implementação do fim da escala 6×1, além de apoiar pequenos negócios e profissionais autônomos atingidos pela campanha de boicote dos bolsonaristas.

Em Fortaleza (CE), o Comitê Estadual do DAP realizou uma reunião ampliada para discutir a primeira avaliação do Comitê Nacional e planejar uma rodada de reuniões de base. Mais de uma dezena de companheiros tomou a palavra e concluiu pela necessidade de ajudar a manter a mobilização nas ruas. Ao todo, foram planejadas onze reuniões.

Em Cáceres (MT), a reunião do núcleo de base foi realizada no dia 30 de outubro e contou com 11 participantes, que discutiram o balanço nacional e elementos das eleições no estado. Ao final, decidiram participar da posse de Lula levando as bandeiras da reforma política radical na perspectiva de uma Assembleia Constituinte soberana, da regulamentação da cobrança de impostos sobre as grandes fortunas, entre outras. Os companheiros também decidiram organizar atividades de luta contra a militarização da educação e contra a violência policial quem mira principalmente a juventude negra, além de cobrar do partido ações concretas para sair da inércia.

Já em Cuiabá (MT), 17 companheiros, à luz do balanço eleitoral, decidiram preparar a mobilização do dia 20 de novembro, também articulada ao combate contra a militarização da educação e à violência policial, além de organizar, no dia 15 de dezembro, uma manifestação pela vitória da luta pelo fim da escala 6×1. Eles também irão à posse para apresentar as reivindicações dos trabalhadores e da juventude. Ao final, decidiram realizar uma atividade de formação sobre a necessidade de uma reforma política radical.

Assim como nas outras reuniões, 13 companheiros de Alagoas também discutiram a ida para a posse e a continuidade da luta pela reforma política radical. Além disso, abriram a discussão sobre uma delegação para o próximo encontro nacional do DAP.

Marcelo Carlini, membro do Diretório Estadual do PT/RS, com informações dos Grupos de Base

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