Rumo ao dia ação de global pela Palestina em 10 de outubro

Deputados democratas e independentes do Congresso dos EUA pediram ao Secretário de Estado, Marco Rubio, que interceda junto ao governo israelense para garantir a libertação do Dr. Hussam Abu Safiya, que está detido e sendo torturado por Israel há mais de 600 dias sem acusação ou julgamento.

A carta publicada em 10 de setembro, foi liderada pelos democratas Maxine Dexter e Raul Ruiz. Até 14 de setembro, o Departamento de Estado ainda não havia respondido. Os dois parlamentares, que são médicos, expressaram sua “profunda preocupação” com as “condições de detenção que ameaçam a vida” do Dr. Abu Safiya. Eles pedem ao Secretário de Estado que “faça tudo ao seu alcance para garantir que ele receba os cuidados médicos necessários” e que “defenda o fim de sua detenção aparentemente indefinida” durante suas próximas discussões com o governo israelense.

Eles declararam nas redes sociais que, como profissionais de saúde em posições de poder, têm o dever moral e a obrigação de não permanecerem em silêncio diantedas flagrantes injustiças sofridas por seus colegas.

Mais de mil cineastas israelenses assinaram uma petição na segunda-feira em apoio a Yuval Abraham e Rachel Szor, diretores de “NAZA”, filme ovacionado e premiado no Festival de Cinema de Veneza, na semana anterior.

Este documentário, baseado nos depoimentos de 24 soldados e agentes de inteligência, demonstra a intenção de causar baixas civis palestinas em Gaza e o papel da inteligência artificial em ataques direcionados.

O filme provocou indignação por parte do governo israelense. O Ministro da Cultura o classificou como “traição” e exige a “revogação da cidadania dos cineastas”, segundo informou o jornal israelense Haaretz.

Os 1.000 signatários denunciam uma “campanha de incitação sem precedentes” e criticam aqueles que atacam a obra sem tê-la assistido. “O papel da arte e do jornalismo é refletir a sociedade.” Eles esperam que uma exibição em Israel provoque um debate genuíno sobre a guerra em Gaza.

No dia 15 de setembro ocorreu a segunda reunião em Florianópolis para organizar o ato pela libertação do Dr. Abu Safiya, com a participação representantes de diferentes entidades e organizações. A atividade conta com o apoio, por exemplo, do Sindicato dos Farmacêuticos, do Sindicato da Saúde, Médicos Populares e Comitê Catarinense de Solidariedade ao povo palestino.

Na fala foi destacado que Dr. Abu está preso para impedi-lo de exercer sua atividade de médico e diretor de um hospital na Palestina.

Nesse sentido, a defesa de sua libertação foi relacionada à defesa do direito ao exercício profissional, do direito à saúde e do direito da população ao atendimento médico.

Decidiu-se por um ato de rua na Esquina Democrática de Florianópolis, às 10h00 do dia 10 de outubro, com possível caminhada pelas ruas da cidade até o Terminal de Ônibus que atende a grande Florianópolis. A mobilização manifestará pela liberdade do Dr.Abu e em solidariedade aos demais presos políticos.

Lelê de Souza, membro do DR do PT-SC, com François Lazar (correspondente)

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