Plenária Nacional do DAP-Associação acontece dia 28/3

A militância do PT está preocupada, não é por menos. Já são três semanas da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã com os bombardeios sobre o Líbano. Depois de quatro anos de guerra na Ucrânia e do genocídio de Gaza, as guerras se generalizam. As consequências já chegam no Brasil, nos preços de combustíveis, fretes e fertilizantes.

A escalada de guerras e destruição não é loucura. É uma necessidade do principal imperialismo frente à crise de dominação, sua disputa dos Estados Unidos com a China e a própria sobrevivência do capitalismo. Os meios tradicionais de controle não dão conta.

Trump sequestrou Maduro e tenta sufocar Cuba. Através do recém-formado “Escudo das Américas” com 12 países alinhados, ele tenta isolar e intimidar México, Colômbia e Brasil, que não foram convidados. O foco de “Escudo” são os migrantes e narcoterrorismo. Cresce o discurso que atribui ao PCC e CV no Brasil o caráter de narcoterroristas, o que pode justificar uma intervenção.

Este será um tema na Plenária do DAP.

Pois será em meio a esta situação que vamos combater pela reeleição de Lula e por programa antimperialista comprometido com as mudanças estruturais tão adiadas. Este é um debate da Plenária Nacional do DAP no dia 28 de março.

Nos Estados Unidos, Trump faz a “guerra ao inimigo interno”. Já foram deportados 4 mil brasileiros dentre os 600 mil migrantes expatriados. São 1,9 milhões de auto-deportados que fogem do ICE, polícia fascista que já matou 36 sob sua custódia e mantém milhares de encarcerados, inclusive milhares de brasileiros. A resposta da classe trabalhadora nas ruas de Mineápolis com a greve geral pela expulsão do ICE, que fez Trump dar um passo atrás, é uma valiosa lição de que é possível derrotar a Casa Branca.

Isso ajudou a impulsionar a vitoriosa Jornada Continental pelo Direito à Migração e em Defesa da Soberania Nacional realizada de 8 a 14 de março com atos e debates em 11 estados, 20 cidades e em mais de 10 países do continente. No Brasil, os militantes do DAP foram a mola propulsora. Na Plenária do DAP faremos uma avaliação da Jornada.

No final de 2025 a sensação era de alívio para os militantes do PT com os sinais de mudança de pauta do governo – a taxação dos super-ricos e o fim da escala 6×1, como defendia o DAP -, o mesmo não se pode dizer hoje.

Mas há um caminho para o povo que sofre com a desigualdade, a corrupção e os infindáveis escândalos envolvendo deputados e ministros do STF (Banco Master, crime organizado, desvios do INSS, as emendas parlamentares), tudo junto e misturado num sistema político apodrecido.

Um esparadrapo não vai remendar esse sistema. A “correlação de forças” não vai mudar com as atuais regras do jogo feitas para criar um Congresso exatamente como esse, para mottas e alcolumbres. Por isso, discutiremos na Plenária do DAP os meios para avançar na luta por uma a Reforma Política para e para que o debate e o movimento cheguem numa Constituinte Soberana, com Lula presidente.

Não são poucos os desafios que temos à frente e a disposição de luta do DAP é tão grande. Nossa plenária servirá para impulsionar os grupo de base a organizar cidade por cidade, categoria por categoria, essas batalhas. Vamos todos nos encontrar do dia 28 de março!

Participe e traga os companheiros (as)!

A Redação

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