Em Santa Catarina, a Jornada Continental amplia discussão e construção
O Comitê de Catarinense que prepara a Jornada Continental em Defesa do Direito a Migração e pela Soberania Nacional, de 08 a 14 de março, organiza duas atividades em Florianópolis: uma Reunião Ampliada na Câmara de Vereadores e um ato de rua no dia 14, no Largo da Alfândega.
A política anti-migração de Trump aplicada pela ação fascista do ICE, inspira o prefeito de Floripa, Topázio Neto (PSD) a adotar medidas similares. Uma lei proposta pelo executivo foi aprovado na Câmara de Vereadores criando um programa de Agentes Voluntario de Segurança e Ordem Pública que foi apelidado de ICE do Topázio. Sua função iniciou com um controle na Rodoviária de pessoas que chegavam. Hoje sua atuação acontece em toda a cidade para tentar expulsar os moradores em situação de rua.
O Comitê realizou em 19 de dezembro um ato público na Rodoviária condenando as ações de Trump e do ICE, e também do Topazio (Trumpázio) em Florianópolis, divulgando a Jornada.
Esta política inclusive motivou um vereador de Joinville – Mateus Batista, do União Brasil – a se deslocar até Florianópolis para associar a migração ao surgimento de favelas e aumento da criminalidade. Ou seja, senão combatermos e derrotarmos a criminalização do direito à migração, que hoje tem Trump e o imperialismo estadunidense o principal impulsionador mundial, veremos crescer ainda mais fatos e ações de governo como estas.
MST presente
O Comitê Catarinense que conta com sindicatos, mandatos parlamentares do PT, Diretório Municipal PT de Florianópolis, PT-SC, DAP-Associação, Associações de Imigrantes Haitianos e de Angolanos, foi reforçado com entrada do MST-SC.
Segundo Vilson Santin, um dos fundadores e coordenador do MST no estado, assinalou: “O MST, em seu Encontro Nacional, decidiu que iremos aumentar nossa atuação internacionalista, o que os companheiros propõe nesta Jornada: direito à migração, contra o ataque do imperialismo na Venezuela com a prisão do presidente Maduro e Cilla Flores e agora com bloqueio do Petróleo em Cuba, é luta internacionalista e por isso estaremos presentes no dia 14 em Florianópolis e vamos participar do Comitê.”
O comitê nesta reta final decidiu intensificar as ações com panfletagens em locais de trabalho, moradia e organizações religiosas. Além disso, um dispositivo para convocação nas Universidades foi adotado, com o objetivo de dialogar com a juventude das universidades que também vê seus projetos de pesquisa e intercâmbio atacados nos EUA com ameaças e deportações de estudantes.
René Munaro, da Executiva Nacional da CUT, PT-SC
Às ruas no 8 de Março da Mulher Trabalhadora
Vamos fazer deste dia aquilo que ele nasceu para ser há 116 anos. Não queremos parabéns, não queremos homenagens institucionais, não queremos rosas ofertadas pelo comércio. Sairemos às ruas com o vermelho – a cor da origem deste dia internacional – e não o lilás, a cor do desvirtuamento de sua origem pela ONU.
Nossa luta é contra os exploradores e exploradoras. Nas suas guerras, sempre são as mulheres que mais sofrem de Gaza à Ucrânia. Nossa pauta não nos opõe aos homens.
As militantes e os militantes associados ao Diálogo e Ação Petista irão atos levantando: o fim da escala 6×1, interesse de todos, em especial às mulheres que têm dupla ou tripla jornada; direito à creche pública para que mães e pais possam trabalhar; direito ao aborto, decisão da mulher; e direito às casas de acolhimento da mulher vítima de violência.
M.B.
BAIXE AQUI O PANFLETO ESPECIAL DO DAP PARA O 8M