Em pauta, a reconstrução do PT!

Duas atividades do Diálogo Itinerante, uma em Recife e outra em Brasília, atraíram petistas de várias origens, dispostos a se engajar na Reconstrução do PT. Essas duas atividades também adotaram, além dos pontos destacados para a discussão (ver edição anterior) moções pedindo que a Executiva Nacional do PT renuncie na próxima reunião do Diretório Nacional, dia 10 de novembro, dando lugar a uma executiva de transição que prepare o congresso do partido previsto para o início de 2017.

Reunindo quase 200 companheiros, os dois atos foram marcados por um amplo debate sobre a conjuntura, as razões da derrota eleitoral do PT e as saídas para a crise.

Nos dois atos, houve consenso de que o momento é muito grave, que o PT sofreu uma derrota histórica nas eleições municipais, seguindo-se ao golpe contra o mandato popular atribuído à presidente Dilma Rousseff; que os ataques aos trabalhadores e seus direitos vão se aprofundar e que é necessário que o PT adote uma outra política: fora Temer, nenhum direito a menos, diretas já e Constituinte para uma profunda reforma política, abrindo as portas para as demais reformas de que o país necessita. Chega de conciliação, chega de adaptação a essas instituições apodrecidas.

Em Recife – 7/10

di-recife-2Cerca de 100 militantes participaram em Recife do Diálogo Itinerante pela Reconstrução do PT, no dia 7 de outubro. Além da capital, os participantes vieram de municípios da região metropolitana (Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho), além de Parnamirim e Serra Talhada, no interior de Pernambuco.

A mesa do Ato foi dirigida por Jacqueline Albuquerque, servidora do TRT, e composta por Luiz Eduardo Greenhalgh (Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista), Fernando Ferro (Avante Socialismo Século 21), Edmilson Menezes (Corrente O Trabalho) e Zé de Oliveira (O Quilombo Petista). Entre os presentes havia vários dirigentes sindicais e do PT, além de candidatos nas últimas eleições municipais em Recife, Olinda e Jaboatão.

Após um rico debate com mais de uma dezena de falas do plenário, resposta e considerações finais pelos integrantes da mesa, foi lida em nome dos seus componentes uma Declaração, integrando os “Pontos de Reconstrução”, com um apelo à Executiva Nacional do PT para que “coloque seus cargos à disposição do Diretório Nacional na sua próxima reunião, para que permita uma recomposição da direção através da formação de uma Executiva de Transição que encaminhe o 6º Congresso do PT, convocado para o 1º semestre de 2017”. O Congresso, além de eleger um novo Diretório Nacional, deve adotar uma orientação política para o próximo perí- odo, dando conta de questões urgentes como o apoio à Greve Geral, o Fora Temer, as Diretas Já e a convocação de uma Constituinte para fazer a Reforma Política.

Além dessa declaração, foi encaminhada a proposta de engajamento no 2º turno das eleições em Recife, na campanha de João

Paulo, através de um Comitê do Diálogo Itinerante. Ficou também decidido que após o 2º turno, serão realizados novos Atos do Diálogo Itinerante, em outras cidades de Pernambuco.

Em Brasília – 10/10

Cerca de 60 militantes estavam presentes no ato de Brasília, cuja mesa foi composta por Sérgio Ronaldo (secretário geral do Condsef e membro do Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista); Roberto Miguel (secretário sindical do PT/DF e integrante da direção nacional da CUT e da corrente Articulação Unidade da Luta); e Markus Sokol (da Direção Nacional do PT e Comitê Nacional do DAP).

O ato teve a presença de outros quadros importantes, como Jacy Afonso, ex-membro da direção nacional da CUT, além de jovens da CNB e dirigentes sindicais, como Rosilene (Sinpro).

Renúncia da Direção

A mesa do ato propôs que se adotasse uma declaração pedindo que a Executiva Nacional entregasse os cargos ao DN, declaração semelhante à adotada na atividade em Recife. Jacy Afonso lembrou que a Articulação Unidade na Luta, corrente da qual faz parte e que integra a CNB, defendeu a destituição da direção do PT-DF após a derrota do Agnelo em 2014. Ele reconheceu a atividade do DAP e seu papel na luta contra a AP 470 e na defesa de José Dirceu, Genoíno, João Paulo e Delúbio, assim como na luta pela Constituinte.

Na Declaração, além do apelo à renúncia da Executiva Nacional, afirma-se a decisão de “prosseguir juntos no Diálogo Itinerante na luta pela Reconstrução do PT, em torno dos seguintes pontos que integramos e submetemos ao livre debate junto à militância do PT” (seguem os 17 pontos aprovados no lançamento nacional do manifesto Pela Reconstrução do PT).

Nas duas atividades, em Recife e Brasília, as mesas reafirmaram o compromisso com o “fim do PED” – um dos 17 Pontos da Reconstrução –, como parte do processo de eleição das novas direções do PT, a partir de encontros de delegados.

Fortalecer o DAP, pela reconstrução do PT

Num momento muito grave para nosso partido, tem enorme importância o fortalecimento do Diálogo e Ação Petista. E isso passa pela sua sustentação financeira. O DAP tem como norma pedir a contribuição de cada integrante do valor correspondente a um cafezinho (R$ 5,00), tal como era no PT.

Contribuir financeiramente para o DAP é ajudar na luta pela reconstrução do PT.