DAP promoverá diálogo itinerante com petistas para discutir a crise

O ato nacional de lançamento do manifesto “Pela reconstrução do PT- chega de conciliação!”, do Diálogo e Ação Petista, realizado no dia 19 de agosto, na sede nacional do partido, reuniu mais de 100 militantes de 6 estados. O encontro foi transmitido on line aqui pelo blog do DAP. Em várias cidades, como Fortaleza, Recife e Volta Redonda, os grupos de base do DAP marcaram reuniões para assistir ao lançamento.

Foi aprovada por aclamação uma proposta de continuidade da atuação do DAP, que publicamos abaixo. O DAP promoverá reuniões com militantes petistas nos estados, um diálogo itinerante para discutir a conjuntura política, a situação do PT e as perspectivas de luta no próximo período.

Estas são as questões que o PT precisa debater, daí a necessidade do Encontro Nacional Extraordinário do partido, marcado para dezembro. Se depender do Diálogo e Ação Petista, o Encontro vai se realizar e cumprir plenamente sua função.


Ato de Lançamento
19 de agosto de 2016, Sede Nacional do PT

Pela reconstrução do PT!


Submetemos os seguintes pontos a um diálogo itinerante pelo país:

  • O  golpe do impeachment criou uma situação de emergência para o povo brasileiro.
  • Os petistas, muitos trabalhadores e amplos setores populares se perguntam: como chegamos a isso?
  • O golpe expôs as contradições dos 13 anos de governo que também contribuiu para levar a essa derrota.
  • O imperialismo, materializado nas instituições de dominação, no Brasil como no resto do mundo, aperta o cerco: hoje mesmo vemos na América Latina a ofensiva contra a Venezuela.
  • Nós reivindicamos as conquistas do povo no último período, de emprego e salário, os programas sociais e o novo marco regulatório do Pré-sal.
  • A política do PT no governo adaptou-se às instituições submetidas ao capital financeiro, à ditadura do superávit primário e à certas ‘alianças’ com inimigos – esta é a raiz da conciliação nestes 13 anos.
  • Agora, a solução está na retomada dos compromissos históricos no terreno da defesa do PT, atacado de todos os lados, ameaçado de “extinção” no TSE, inclusive com o companheiro Lula indiciado no STF.
  • A Constituinte era – e segue sendo – o meio de superar as instituições corruptas, inclusive o Judiciário, para avançarmos com reformas populares.
  • O Judiciário, não questionado desde a Ação Penal 470 (“mensalão”), se revelou instrumento chave do golpe.
  • É necessário rearmar o PT com uma plataforma de emergência, liberta das contradições destes 13 anos.
  • O PT devia tê-lo feito no Congresso (junho 2015), como propunha o Manifesto de 400 sindicalistas petistas da CUT
  • Fora Temer, Nenhum Direito a Menos, hoje, esta é a questão central.
  • Neste momento, a CUT discute um movimento de greve geral por Nenhum Direito a Menos. O PT deve se engajar nesse movimento.
  • O Fora Temer deve significar também a ruptura com as políticas dos governos federais de “acordo nacional com o PMDB”, para uma verdadeira plataforma popular
  • O Fora Temer na campanha eleitoral municipal, significa nenhum acordo com golpistas no 1o turno e no 2º turno.
  • Defendemos alianças com PCdoB e PSOL, além dos setores populares de partidos como PDT e PSB, e personalidades e lideranças anti-golpistas, com uma plataforma de medidas populares (transporte, saúde, educação, moradia, creches, servidores).
  • Reconstruir o PT, começa com o Fim do PED, modelo decalcado das instituições do sistema político corrupto, ao qual o PT se adaptou, e é fator de degeneração do partido.

Convocamos um circuito de Atos nos estados de lançamento e discussão do Manifesto pela Reconstrução do PT. Compareça!

A Mesa do ato: João Felício, dirigente da CUT, Misa Boito, membro do DR  PT-SP, Markus Sokol, dirigente do PT e Luiz Eduardo Greenhalgh, fundador do PT.