Diálogo e Ação Petista impulsiona criação de comitês contra o golpe

Comitês contra o golpe estão sendo criados em todo o país. Envolvendo a CUT, outras centrais, sindicatos, entidades populares, democráticas e estudantis, militantes do PT, PCdoB e Psol, os comitês mostram a disposição de resistência dos trabalhadores e da juventude. A hora de barrar o golpe é já.

O Diálogo e Ação Petista vem tendo um papel de destaque na formação dos comitês contra o golpe. Na capital paulista, o DAP participa de pelo menos 10 comitês, tendo tido a iniciativa de constituição de uma parte deles. O Comitê dos Educadores, por exemplo, que reúne dezenas de trabalhadores da educação, sindicalistas da Apeoesp e do Sinpeem, militantes do PT e Psol.

Os comitês se espalharam por todas as regiões da cidade: Campo Limpo e Jardim São Luís, Centro, Itaquera, Paulista, Perus, São Miguel, Via Maria e Jaçanã, além de Osasco, na região metropolitana.

Os comitês realizam várias atividades, como debates e panfletagens, alimentando o sentimento de indignação de uma parte cada vez maior da população.

Em Belo Horizonte

Logo após a vergonhosa decisão da Câmara admitindo o processo de impeachment da presidente Dilma, o DAP de Belo Horizonte realizou uma reunião da qual participaram 11 companheiros, entre os quais oito trabalhadores metroviários.

A partir do informe sobre as resoluções do Encontro Nacional do DAP, foi aberto o debate. A maioria dos presentes destacou a responsabilidade da direção do PT e do governo Dilma, particularmente a política de alianças e a busca da “governabilidade” a qualquer custo. Também foi consenso que não se deve depositar confiança no Senado ou no STF, mas sim na capacidade de resistência dos trabalhadores.

Os metroviários presentes relataram ter iniciado uma discussão com a diretoria do sindicato, que resultou num debate feito em assembleia e em dois folhetos do sindicato condenando o golpe.

Outro ponto abordado na reunião surgiu de uma intervenção defendendo, como única saída para a situação, a realização de eleições gerais. A maioria discordou: não é hora de falar em eleições, e sim de barrar o golpe.

Em Goiânia

O grupo de base do DAP de Goânia reuniu-se dia 29 de maio, com a presença de bancários, professores da UFG e estudantes da PUC. Houve relatos sobre uma mudança no sentimento da população, tendo crescido o repúdio ao golpe, mas que também tem aumentado a violência contra o PT.

Apesar das dificuldades encontradas, foi consenso entre os presentes que se deve agir o quanto antes para derrotar o golpe.