Vamos continuar nas ruas, seja qual for o resultado da votação dos deputados!

Trabalhadores do campo e da cidade, a juventude, artistas, intelectuais, juristas, religiosos, donas de casa, aposentados, a maioria do povo preparam-se para a batalha decisiva desses próximos dias, para barrar o golpe contra a democracia e os direitos sociais. Mas todos sabem que, encerrada a votação da Câmara sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma, no próximo domingo, qualquer que seja o resultado, a luta vai continuar.

Para os golpistas, trata-se a qualquer custo de implementar o programa imperialista de ataque sem tréguas aos direitos dos trabalhadores e suas organizações. Este programa já está declarado e escrito nos 55 projetos de lei que tramitam na Câmara ou no texto do abjeto Temer: privatizações, terceirizações, arrocho, entrega do pré-sal e das riquezas nacionais ao capital estrangeiro, repressão às organizações democráticas e dos trabalhadores.

Para a grande maioria do povo, é exatamente essa a questão. Por isso, a guerra não se resolve no dia 17, e a direita golpista já percebeu que vai enfrentar uma resistência cada vez maior. Resistência que ficou clara nas grandes manifestações de 18 e 31 de março e nos inúmeros atos que se multiplicaram pelo país. Resistência que encontra na CUT, em outras centrais, sindicatos, MST, entidades democráticas em geral um ponto de apoio para se fortalecer e ampliar.

O PT, sob fogo cerrado há mais de dez anos e enfraquecido pela absurda aliança com inimigos que hoje se escancaram, levanta a cabeça. É a pressão de sua base social, dos trabalhadores, da juventude, do povo pobre.

NÃO VAI TER GOLPE! Isso quer dizer: vai ter luta, vai ter direitos, vai ter democracia, vai ter reforma agrária, vai ter soberania nacional!

Para isso, é necessário que os militantes concentrem seus esforços nos sindicatos e entidades, na criação de comitês contra o golpe, no esclarecimento das reais motivações da ofensiva golpista.

Nós, do Diálogo e Ação Petista, queremos contribuir com esse movimento. Nas últimas três semanas, a partir da realização do Encontro Nacional do Diálogo e Ação Petistas, os grupos de base do DAP envolveram-se vigorosamente em todas as atividades  manifestações contra o golpe e, em muitos casos, tomaram a iniciativa dessas ações.

Em Jaboatão (PE), por exemplo, os professores em greve contra a política de arrocho do prefeito tucano realizaram, por iniciativa do DAP, uma manifestação contra o golpe e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Em Camaçari (BA), o grupo de base do DAP fez um panfleto que, junto com o Manifesto do Encontro Nacional, foi usado para visitas a várias fábricas, onde foram feitas discussões com os trabalhadores sobre o golpe em curso e a necessidade de derrotá-lo.

Em Joinville (SC), foi dos militantes do DAP a iniciativa de protestar publicamente, em nota, contra o ataque à sede do PT

A nota diz que os ataques não intimidarão o PT e conclui: “Não vai ter golpe! Vai ter reforma agrária! Vai ter emprego! Vai ter democracia e soberania!”

A luta vai continuar. Os golpistas não terão vida fácil.