Reação da militância faz golpistas recuarem e mostra o caminho

A “condução coercitiva” de Lula- na verdade, o primeiro passo para sua prisão e para o aprofundamento dos ataques ao PT e às organizações e direitos dos trabalhadores- provocou uma grandiosa reação da militância petista, cutista e de vários movimentos sociais. Desde bem cedo na sexta-feira 4, quando Lula foi conduzido à PF no aeroporto de Congonhas, milhares de pessoas se concentraram em frente ao apartamento de Lula, nas ruas, no aeroporto e na sede da PF em Curitiba, que já estava pronta para receber o ex-presidente.

A mobilização se estendeu até a noite e mesmo nos dias seguintes, com centenas de reuniões em todo o Brasil. A massa na rua forçou o recuo dos golpistas: depois de depor em Congonhas , Lula foi liberado, participou de atos de solidariedade, denunciou o Judiciário e a Operação Lava-Jato e anunciou sua candidatura a presidente em 2018.

Paralelamente, depois do Diretório Nacional adotar um Programa de Emergência contra a crise, aprovar uma campanha em defesa do Pré-Sal e uma moção contra a Lei antiterrorista, o presidente nacional do PT, em nota oficial Hoje, a nota do presidente do PT denunciou um “estado de exceção”.

A ação contra Lula também alimentou as mobilizações chamadas pela CUT e outras entidades, a começar pelo 8 de março, Dia da Mulher, a jornada de 18 de março (contraposição às manifestações golpistas do dia 13) e, principalmente, os atos de 31 de março contra a reforma da previdência, o ajuste fiscal e o impeachment, atos nos quais o Diálogo e Ação Petista deverá se engajar com todas as suas forças.

E Dilma?

Enquanto a situação se precipita e os campos antagônicos se preparam para o combate, o que faz a presidente Dilma? Submete-se às pressões do imperialismo, fazendo acordo com a oposição em torno do pré-sal, anunciando a reforma da Previdência e o corte de gastos do governo, o que comprometerá os salários dos servidores e os serviços sociais.

Está mais do que nunca na ordem do dia o Manifesto de Alarme do Diálogo e Ação Política: ou Dilma muda a orientação de seu governo e assume a plataforma que a reelegeu em outubro de 2014, ou o PT tem de rediscutir a relação com este governo.

Construir os Grupos de Base do DAP

Neste momento, é fundamental a construção e fortalecimento do Diálogo e Ação Petista, como ponto de apoio para a mobilização dos militantes. Estes já provaram que querem lutar, mas necessitam mãos do que nunca de instrumentos de combate. Isto passa pela realização do Encontro Nacional do DAP, dias 19 e 20 de março.

O Encontro será realizado com delegados eleitos pelos Grupos de Base do DAP, a partir da discussão da situação política e da contribuição financeira do “cafezinho”, como o PT agia.