Diálogo e Ação Petistas reúne-se com sindicalistas

No dia seguinte ao Encontro Nacional de Sindicalistas Petistas, a secretaria do Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petistas reuniu-se em São Paulo. A reunião contou com a participação de convidados, entre eles alguns sindicalistas que haviam estado presentes ao encontro, o que permitiu um primeiro debate sobre os resultados da atividade.

O Diálogo e Ação Petistas esteve desde o início no centro das iniciativas dos sindicalistas cutistas e petistas em 2015, em todas as manifestações, na articulação do Manifesto distribuído no 5º  Congresso Nacional do Partido e na convocação do Encontro Nacional. Como dizia o Manifesto de Alarme, do DAP, de 19 de outubro: “Vamos ajudar a reerguer a força vital da continuidade do PT!”.

O companheiro Farias, do Sindicato da Alimentação de Pelotas (RS) e novo integrante do Comitê Nacional do DAP, avaliou o Encontro como um alento para enfrentar a situação, “realmente alarmante”. Ele relatou a pressão da Gerdau para retirar conquistas dos trabalhadores dos acordos salariais. Disse também que pretende organizar um debate com Luiz Eduardo Greenhalgh, sobre a Operação Lava Jato, como foi feito no Encontro de Sindicalistas.

Carlos Magno, vice-presidente da CUT-MG, convidado à reunião, considerou as intervenções como as de João Felício, Jacy Afonso, Julio Turra e Luiz Eduardo Greenhalgh “animadoras”. Ele também falou sobre a tragédia de Mariana. Debateu-se também a situação de Cubatão, onde a Usiminas vai fechar setores da produção, o que provocará milhares de demissões na região. Os presentes afirmaram a necessidade de reestatização da Vale (controladora da Samarco) e da Usiminas.

O Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista volta a se reunir no dia 18 de dezembro. Além da convocatória para o Encontro Nacional do DAP, proposto para março de 2016, está na pauta a continuidade da discussão sobre a questão da Vale e Usiminas. Até lá, os grupos de base do DAP estarão com as energias voltadas para organizar a mobilização e ,no dia 16 de dezembro, estar nas ruas contra o impeachment, nos atos convocados, em todas as capitais, por entidades sindicais, movimentos populares e democráticos e partidos políticos.