Fora Renan, fora Levy! Eu quero a Dilma que elegi!

Dezenas de milhares de manifestantes ocuparam novamente as ruas no último sábado, 3 de outubro, em protesto contra o ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy contra os trabalhadores, contra o golpe, em defesa da Petrobras e do pré-sal para os brasileiros, contra o golpe e em defesa da democracia e do mandato popular conferido a Dilma nas eleições do ano passado.

Convocados pela Frente Brasil Popular no 62º aniversário da Petrobras, os atos tiveram a presença da CUT, MST, MAB, UNE, inúmeros sindicatos e entidades populares. Os trabalhadores voltam às ruas num momento de profunda crise econômica e política, em que o imperialismo exerce uma enorme pressão sobre o governo Dilma, em duas frentes: por dentro, para que ela aplique o programa dos derrotados; e por fora (mas dentro do Congresso e Judiciário), para derrubá-la.

Avaliando corretamente a situação, os movimentos sindicais e populares reagem, ocupam as ruas e dizem claramente: defender Dilma é exigir que ela mude sua política econômica, ponha Levy para fora e governe com base na única aliança segura, não a da governabilidade de Renan, Cunha e Temer, mas com os trabalhadores, suas organizações e a grande maioria do povo brasileiro.

Os atos de 3 de outubro ocorrem às vésperas da deflagração de duas greves nacionais de trabalhadores: nesta terça-feira, dia 6, começa a dos bancários, contra a política dos bancos de recusa da reposição da inflação nos salários. A qualquer momento, deve começar a greve dos petroleiros, contra os desinvestimentos na Petrobras (que apontam para a privatização) e em defesa do pré-sal.

O Diálogo e Ação Petista participa ativamente dessa luta e chama todos os militantes do PT para que cerrem fileiras com os trabalhadores, recuperando o partido, que está ameaçado pela inércia de sua direção e pela adaptação ao governo.