Comunicado aos companheiros e companheiras do DAP

Constatamos um agravamento qualitativo da crise política nos últimos dias.
Há uma elevação dos ataques contra o PT – declarações de Gilmar Mendes, sentença de 15 anos para Vaccari, debandada do prefeito de João Pessoa acusando o PT, multas milionárias enquanto 10 DRs tem suspenso o Fundo Partidário etc. – sem que se altere a passividade geral da direção do partido.

O governo Dilma só se fragilizou na sua base social com as novas medidas (mais 60 bilhões de ajuste) anunciadas pelos ministros Levy e Barbosa há uma semana, medidas antipopulares e recessivas no grosso, condenadas pela CUT e outras entidades populares, mas apoiadas pela Executiva Nacional do PT. Acumulam-se sinais de deterioração das condições de vida – emprego, salário, serviços públicos, problemas dos Estados e municípios.

Sob esse fundo, há uma escalada do golpismo. Parlamentares do PT, assim como os principais dirigentes do partido consideram que o Congresso Nacional pode votar a “admissibilidade” do pedido de impeachment da oposição nas próximas semanas.

A situação é preocupante, portanto, mas nem por isso estamos derrotados.

Reunida nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, a Secretaria do Comitê Nacional do DAP confirma a convocação do Comitê Nacional do DAP para o dia 17 de outubro (14 hs, sede nacional do PT, SP), logo após o Congresso da CUT aonde a questão da greve geral será discutida por proposta de sua direção (anexo). A Secretaria propõe abrir um espaço maior para discutir a conjuntura política – pensamos em convites para o tema (sugestões são bem-vindas) – solicitando, então, que todos reservem o tempo das 14 às 18h deste dia.

 Agir como o PT agia

Nenhum petista vai se conformar com o curso dos acontecimentos, nem deve esperar alguma proteção para o governo neste Congresso ou seu Senado.
Tanto quanto a defesa do mandato popular passa pela mudança da política econômica – com o fim do ajuste Renan-Levy -, também os movimentos de rua e o apoio às mobilizações dos trabalhadores e oprimidos são o único caminho para assegurar os interesses populares, e a própria continuidade do PT fundado para defender os trabalhadores.

É necessário, por isso, que os Grupos de Base do DAP se reúnam nas próximas semanas. É importante que ampliemos a quantidade e amplitude desses Grupos como fatores consciente neste momento de turbulência, agrupando os petistas que não aceitam a passividade e discursos vazios.

A Secretaria sugere que os Grupos de DAP se reúnam integrando, para além de questões locais:
– a discussão do Manifesto dos Sindicalistas ao Congresso do PT, divulgando a oportuna Moção por um Encontro Nacional de Sindicalistas sobre essa base, este ano, proposta de uma reunião de 45 sindicalistas em SP.

– acompanhar em particular, ajudando como for possível, a greve por tempo indeterminado que prepara a FUP em defesa das suas reivindicações, do regime de partilha e da Petrobras.

– mobilizar e se fazer representar nos Atos de 3 de outubro (2 de outubro no RJ), de lançamento da Frente Brasil Popular nas capitais, levantando nossas bandeiras.

Por fim, renovamos a orientação para cadastrar os aderentes e estender a contribuição financeira mensal ao DAP.

São Paulo, 21 de setembro de 2015

Saudações Petistas,

Misa Boito, Vanilda Assunção e Markus Sokol