CUT faz protesto contra Plano Levy

Milhares de militantes protestaram na terça-feira, 28 de julho, em frente ao Ministério da Fazenda, em Brasília. Os manifestantes, convocados pela CUT, exigiram uma mudança urgente da política econômica arquitetada pelo ministro Joaquim Levy, que retira direitos dos trabalhadores, provoca demissões e leva o país à recessão.

Enquanto o protesto acontecia, o Comitê de Política Monetária (Copom) estava reunido, e esperava-se que fosse decidida nova alta dos juros (taxa Selic) em 0,5%, passando para 14,25%, o que seria mais uma medida antipopular, mas que faria a alegria do mercado financeiro.

“Estamos aqui para demonstrar que somos contra o aumento da taxa de juros, estamos lutando contra isso, para que a classe trabalhadora não seja ainda mais prejudicada. Entendemos que dessa forma, o governo segue investido na especulação financeira”, afirmou Quintino Severo, secretário de Administração e Finanças da CUT. “Em primeiro lugar, o desemprego, que vem crescendo. Depois, as medidas de ajuste que retiraram direitos dos trabalhadores, restringindo o seguro desemprego, mexendo no abono salarial e outras sanções. Por último, a redução do consumo, que desacelera a produção e faz girar a roda do desemprego”.

A política econômica adotada pelo atual governo tem afastado a presidenta Dilma Rousseff (PT) das bases populares, afirma Júlio Turra, diretor executivo da CUT e membro do Diálogo e Ação Petista. “Trocar o rumo da economia no País é uma questão de sobrevivência política. O Ministério da Fazenda quer provocar a recessão para retomar o crescimento, é uma roda sem fim, isso nunca vai acabar”.

A Federação Única dos Petroleiros esteve presente à manifestação. Petroleiros de todo o país estão mobilizados para defender a Petrobrás e o pré-sal dos ataques da operação Lava Jato e da mídia, orquestrados pelo capital financeiro.

(informações da matéria de Igor Carvalho, site da CUT nacional)